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    Caso Uniban - Opinião

    Nas últimas semanas, um dos assuntos mais comentados no Brasil foi o caso da estudante Geisy Arruda, que além de ter sida atacada pelos alunos da Uniban, chegou a ser expulsa pela diretoria, que logo voltou atrás.

    Promessa é divida e como foi dito anteriormente, novas matérias sobre tsniut iriam pintar por aqui,por isso aproveitamos para pegar uma carona no caso da Uniban :


    Por IOSSI KATRI :

    Por opção, não acompanhei este caso em seus detalhes nos momentos em que aconteceram e foram noticiados. Da repercussão não deu pra escapar, e sobre ela expresso minhas considerações.

    Dentre os analistas, alguns viram neste episódio um exemplo, no micro, da tensão existente entre os conservadores e liberais na sociedade brasileira: alunos e diretoria da Uniban de um lado e Geisy Arruda de outro. 

    Para sustentar a tese da ‘tensão’, sendo o Brasil um país com imagem prontamente associada ao liberalismo, uma reportagem na Economist lembra, entre outros, que “o Brasil não é Rio e o Rio não é o carnaval” e, ainda, “o Brasil é um país religioso”.

    No entanto deve-se ressaltar que nesse isolado caso o liberalismo estava representado por apenas uma solitária estudante contra a grande e institucional maioria, enquanto na grande sociedade o quadro é outro: a grande maioria, chamada de opinião pública, se posiciona a favor da estudante. Por que?

    Destes que condenam a universidade, alguns o fazem por ideologia como feministas, outros em nome do liberalismo, tolerância e direitos individuais. Mas muitos outros, e não vi ninguém apontando para tal, fazem, conscientemente ou não, contra a própria escala de valores. A cultura defendida é a anti-cultura, o ideal é não ter ideais.

    A falsa loira Geisy que se veste daquele jeito e não aceita as decisões do conselho da universidade personifica a antí-tese de um mundo onde há regras, valores e hierarquia: há modos de se vestir; os alunos estão por baixo da jurisdição das regras impostas pela universidade; um mundo onde quem é loira, não é tingida.

    Não que estes últimos compõem toda a opinão pública, pois numa sociedade majoritariamente inculta, as opiniões são voláteis e movidas por casos extremos. Amanhã pode acontecer outro caso que jogue esta mesma opinião pública nos braços dos conservadores.

    Concluí-se que a luta mais importante travada neste episódio não é entre conservadores e liberais, mas sim entre os que possuem valores e os que tentam assaltá-los com seus comportamentos e com seus gritos que clamam: igualdade!    


    Por EIRAN KREIMER

    Uma jovem dona de casa,casada e com filhos está descansando no final de semana,tirando um cochilo,seu marido saiu para passear com as crianças.

    De repente toca a campainha e ela por impulso corre para atender;ao abrir a porta se depara com o porteiro,que veio lhe informar sobre um problema de encanamento.

    Em segundos a mulher se assusta,se dá conta que está usando lingerie,calcinha e soutien,se esconde atrás da porta e logo dispensa o porteiro,praticamente batendo a porta em sua cara.

    Sim,obviamente uma mulher sozinha em casa usando trajes íntimos pode levar o porteiro a imaginar 1000 coisas e a mulher temer por sua integridade física,temendo até mesmo ser vitima de uma violência sexual.

    Ela  ficou envergonhada por ter sido vista em trajes íntimos.

    No dia seguinte,um belo sol de verão e a família resolve ir para a praia;a jovem dona de casa que freqüenta uma academia de ginástica 3 vezes por semana quer mostrar que está com “tudo em cima”,mesmo depois de ter tido filhos e de já não ser uma adolescente em seu auge.

    Ela coloca o chamado biquíni fio dental,que como o nome mesmo diz,é fino e mínimo,muito menos pano do que sua lingerie,mas não importa,ela quer exibir o seu corpo em uma praia lotada com milhares de pessoas.

    Como a praia é um local publico,uma mistura infinita,sim,claro,o porteiro do dia anterior também estava lá com sua respectiva família,ambos se cumprimentaram alegremente,com belos sorrisos.

    Apesar de seu biquíni fio dental ser minúsculo,dessa vez ela não se escondeu do porteiro,não teve vergonha alguma.

    Seria uma contradição ou apenas a mudança de ambiente que mudou o contexto ?

    O que os veículos de comunicação mostram em novelas,filmes,comerciais e afins ?

    Acredito que cada ambiente pede uma forma de trajar,ninguém vai para um casamento de bermuda ou para a piscina de terno,existe ou pelo menos deveria existir um mínimo de bom senso.

    Duvido que os alunos da Uniban sejam “puritanos”,quem são eles para julgar e condenar sem direito a defesa a aluna Geisy ?

    Em um mundo onde as relações estáveis infelizmente são cada vez mais raras e existe a cultura de “ninguem é de ninguém”,vemos um exemplo de preconceito e radicalismo sem limites.

    Com certeza muitos já ouviram falar de casos de judeus ultra-ortodoxos que jogaram pedras em mulheres que iam nos bairros religiosos de Jerusalém usando bermudas mínimas ou calças apertadas e roupas decotadas.

    Poucos sabem que boa parte delas iam lá nesses trajes com o intuito de provocar.

    Garanto como esses religiosos tinham(e tem) um comportamento social e afetivo bem diferente dos universitários que atacaram a aluna Geisy.



    Assim como a mulher que quer exibir seu corpo na praia,aquelas que usam roupas decotadas querem atrair os olhares masculinos.

    Sim,claro,os homens gostam e olham,são humanos,é o instinto de sobrevivência,mas acaba virando cotidiano,perde-se o encanto e o interesse em certos casos.

    Algumas moças chamam atenção nos locais que freqüentam;elas usam saias,blusas de manga longa,se comportam de maneira recatada,nas universidades algumas ganham apelidos,escutam piadinhas e alguns colegas de classe comentam entre si : “Ela é judia !”

    Acaba chamando atenção,despertando a curiosidade,ver uma mulher de biquini na praia  é fácil,mas ver o que tem por trás(ou debaixo) “daquela” saia é difícil,literalmente falando.

    Existem até mesmo casos de não judeus que se interessam por judias religiosas por elas serem diferentes e recatadas,o que acaba gerando constrangimentos,mas isso é assunto para uma outra oportunidade.

    Assim como pretendo falar em um futuro próximo sobre os exageros,hipocrisias e distorções em relação a tsniut,cometidos em sua maioria por baalei teshuva.

    Que fique aqui registrado meu respeito as diferenças e o meu apoio para aqueles que conseguem enxergar a importância e a beleza de se comportar de forma tsanuach.



    Escrito por Eiran Kreimer às 19h11
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    Aliah presidencial

    Anteontem,17 de novembro,aconteceu a chamada aliah presidencial,um grupo de 15 olim chadashim fizeram seu voo para Israel na companhia do presidente Shimon Peres,que retornava de uma viagem pela America do Sul.

    No grupo faziam parte 5 brasileiros,o restante era de argentinos,uruguaios e chilenos.

    O motivo que me levou a escrever sobre esse acontecimento foi um detalhe que faz toda a diferenca : Shimon Peres deu de presente para cada novo imigrante uma mezuzah.

    De volta para o lar e ao mesmo tempo em um lar novo,as portas precisam de mezuzot,por isso parabenizo esse belo e pequeno gesto mas com um grande significado.

    Presidente Peres com Daniel Altchuller

    Na foto acima,tirada no corredor de embarque da aeronave,vemos Shimon Peres e Daniel "Saxa",ex-aluno da yeshiva de Petropolis que recebeu de Peres a mezuzah e votos(brachot) de que tudo vai dar certo para os novos olim.



    Escrito por Eiran Kreimer às 18h22
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    UMA CASA E UMA ÁRVORE*

    Sobre o versículo “E implantou Abraão um Eshel em Beer Sheva e lá clamou em nome de De’us, o Senhor [do] Mundo”, discordam dois rabinos no Talmud acerca do significado da palavra ‘Eshel’.

    Um diz que se trata de um hotel e o outro que se trata de um pomar. Para ambos, como elucidado na continuação do versículo, o objetivo do Eshel era difundir De’us no mundo, seja distribuindo frutas ou seja disponibilizando moradia no deserto do Neguev.

     

    É possível ver na discordância citada mais que apenas diferentes interpretações linguísticas; na verdade, se discute o que devemos aprender, em todas as gerações, desta passagem de Abraão. A seguir:

    Entre casas e árvores há uma vantagem e uma desvantagem pra cada uma: a casa protege e serve a pessoa em todo o seu ser, diferentemente da árvore. Porém, um dia, a casa certamente terá seu fim, já a árvore através de suas sementes que se tornam outras árvores e assim por diante podem chegar ao infinito.

    Nesta análise, árvore e casa se transformam em figuras alegóricas para o que chamamos de ‘material’ e ‘espiritual’. Abraão usava do material, do hotel ou do pomar, para difundir espiritualismo aos que passavam em seu Eshel.

    Sobre a principal característica do Eshel, discordam os sábios: Abraão se preucupava mais em oferecer o material ou o espiritual? Para um, ele não teria problemas em sevir um idólatra do bom e do melhor, mesmo se num primeiro e num último momento ele não absorveria nada de suas mensagens. Na visão do segundo sábio, o Eshel estava mais para uma sinagoga que para um restaurante...

    Pode-se resolver esta questão citando o final do versículo: “E clamou lá em nome de De’us, Senhor Mundo”. Para Abraão, da maneira como a chassidut interpreta, entre o material e o espiritual não há contradição, De’us e o Mundo, são uma coisa só. Esta era a mensagem que Abraão pregava e assim também ele se comportava.

    * * *

    É possível traduzir o ensinamento inical do Eshel para vias ainda mais práticas. Quando um judeu constrói um lar, um Eshel, ele deve se preucupar tanto para que nele hajam espírito e infinitude, quanto se preucupa com seu lado material e finito.

    Há casos, por exemplo, onde cada objeto e cada metro da casa conta uma história: o preço que custou para ser adquirido, o trabalho obtido para deixá-lo da maneira ideal. Enquanto as poucas histórias humanas são funções daquela empregada doméstica que uma vez...Daquele encanador que...E todos riem satisfeitos.

    E há casos onde cada dia possue uma história pra ser contada, uma reflexão humana e histórica. Já o lado estritamente material não precisa ocupar lugar importante, pode ser feito por uma empregada doméstica.

    Devemos saber que a mais moderna das casas, um dia, ficará velha junto com seus donos. O espírito elevado contido nos membros da família continuará dando frutos, nos filhos e visitantes daquele lar até o fim dos dias.

     

     

    * Baseado em Shai Zevin e no Rebe de Lubavitch.



    Escrito por Iossi Katri às 09h21
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    Rabino celebra 40 anos de Woodstock

      Ele é conhecido como o rabino motoqueiro,sua biografia é vasta e interessante.

    Yossef langer foi hippie,assim como muitos de sua geração,nos anos 70 largou certos tipos de "viagens" que fazia e passou a viajar no estudo de torah & chassidut,acabou se tornando rabino e fazendo varios eventos diferentes,com muitas inovações.

    Ele tambem é conhecido como "greatful ID",já que promovia greatful shabes toda vez que o grupo grateful dead se apresentava em S.Francisco,cidade que o rabino é shaliach desde 1983,reunindo jovens judeus que acompanhavam shows de rock.

    Fora de Israel foi um dos pioneiros em acender chanukiot gigantes em praças publicas e costuma pilotar sua moto com uma chanukiah movel pendurada atras,sem falar das varias vezes que tocou shofar em eventos esportivos,a lista é grande,são varios exemplos de mivtsaim.

    Semana passada o rabino foi convidado para o evento West fest no Golden gate park,celebrando 40 anos do festival de Woodstock.

    Por baixo de seu chapeu,barba e paletó,ele usava uma camisa simbolizando o grateful id;o rabino tocou o shofar e falou sobre espiritualidade para o publico presente.

    Não tenho a menor duvida que a produção do evento escolheu o rabino certo para a ocasião.



    Escrito por Eiran Kreimer às 23h16
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    PROVAS E DESAFIOS

    Nos últimos dias muito se comentou a respeito da vitória na justiça de um grupo de alunos do colégio Iavne de SP para que esses pudessem realizar a prova do Enem em uma data que não fosse shabat,podendo assim cumprir o sagrado dia da religião judaica.

    Em um passado mais ou menos recente foram criadas leis que dispensam funcionários públicos de trabalhar nos principais feriados judaicos.

    Com certeza é difícil para uma minoria judaica cumprir certos preceitos religiosos,alguns costumam trocar com colegas de trabalho não judeus dias de folga,enquanto um trabalha no feriado judaico,o outro folga e no feriado cristão e/ou nacional intercalam;mesmo assim,nem sempre isso é possível,já que muitas empresas não abrem nessas datas.

     

    Antes de mais nada,gostaria de recomendar a leitura de um artigo,do link a seguir :  http://www.chabad.org.br/biblioteca/artigos/retorno_introvertido/index.htm

     

    Esse artigo,de autoria de Ivan Barenboim,fala de uma forma clara e muito bem escrita sobre seu processo de teshuvá.

     

    Semana passada, Ivan passou pela dura prova de não fazer uma prova,isto é,ficou impossibilitado de fazer provas para residência médica por estas serem realizadas justamente aos sábados,shabat.

     

    O blog do Iossi hoje entrevista Ivan sobre esse e outros dilemas-problemas enfrentados por um judeu praticante,mais especificamente um baal teshuvá.

     

     

    Blog do Iossi : “ Conte a sua história em relação as provas,quais as faculdades e procedimentos que tomou na justiça”

     

     

    Ivan Barenboim: Um mês antes da realização das provas, tomei conhecimento pelos editais dos concursos da UFRJ e da UERJ que as provas seriam no sábado. Antes de tudo, liguei para o presidente da comissão de avaliação da UFRJ, José Gordilho Fraga, para ver se conseguia algum acordo com ele. Em resumo, ele me disse que só alteraria algo do que estava no edital sob ordem judicial. Então, primeiro entrei com um pedido administrativo e depois com um mandado de segurança pedindo para alterar a data da prova ou para que eu pudesse fazê-la após o shabat. Ambos foram negados. 

      

     

    Blog I- “ Durante o tempo que lutou para reverter a situação,teve ajuda de outras pessoas? Os rabinos e demais religiosos lhe deram algum auxilio ?”

     

     

    Ivan B. – Dos rabinos sim. Tanto apoio moral quanto prático. O rabino Goldman, por exemplo, me colocou em contato com pessoas da área jurídica que ele conhecia. Da minha família, tive apoio principalmente do meu irmão, especialmente de ordem prática.

     

     

    Blog I – O que sentiu quando soube das datas das provas? E agora, qual a sensação de ao mesmo tempo ficar sem poder fazer nada e a satisfação de missão cumprida ?

     

    Ivan B. – Primeiro tinha visto a data da UERJ, então, pensei: “Bem, ainda bem que não é minha primeira opção”. Pouco depois, vi a da UFRJ, que era minha primeira opção. Naquele dia fiquei bastante chateado, afinal o objetivo principal para o qual eu estava estudando tinha acabado. Então, senti um desânimo. No entanto, mesmo não tendo muita esperança numa decisão favorável na justiça, voltei a ficar bem. Para isso, pensei em duas coisas: que tudo que acontece é por providência divina, então, sem dúvida isso também tem que ser para o bem. Certamente, D-us não quer me prejudicar, nós não sabemos os caminhos Dele. Depois, pensei que os judeus já tiveram que passar por desafios incomparáveis para poder seguir vivendo como judeus e até para simplesmente sobreviver. Então, conclui que não era tão grave assim ter que lidar com esse (nessa perspectiva) pequeno problema.

    Neste momento, não me sinto especialmente bem por não ter feito as provas. Por outro lado, certamente, me sentiria mal se as tivesse feito.

     

     

    Blog I. – “Tem sugestões para o futuro? Outros judeus vão passar pelo mesmo !!! E sobre a residência medica,já tem alternativas ?

     

     

    Ivan B. - Minha sugestão é que os judeus se unam em situações desse tipo como fez o pessoal do colégio Iavne. Acredito que quando há mais gente sendo prejudicada, os juízes se sensibilizam mais. Também, creio que entidades como a FIERJ e pessoas com acesso a imprensa devam atuar publica e juridicamente apoiando os prejudicados . Até porque, tanto a escolha da prova do Enem no sábado(a despeito de já saber do prejuízo a judeus e adventistas) como o favorecimento do Irã e dos palestinos na política externa  são duas faces de uma mesma moeda que  mostra, no mínimo, que o governo brasileiro não está muito preocupado com o bem estar dos judeus. Isso não surpreende dado as origens ideológicas socialistas e, portanto, anti-religiosas em geral e anti-judaicas em particular dos atuais mandatários.

    Sobre a residência, aqui no Rio, me restou apenas uma opção, já que UFF e UNIRIO também terão avaliações no sábado. No entanto, há mais opções em São Paulo.

     

     

    Blog I.- Um baal teshuvá enfrenta vários problemas,citando alguns : feriados judaicos que coincidem com datas de provas e trabalhos,a mudança na maneira de vestir e comportamento,gerando questões dentro e fora da família,mudança de hábitos alimentares(com produtos kasher geralmente mais caros),etc    Comente o assunto e deixe seu recado para os leitores do blog :

     

    Ivan B. – Certamente, ser um judeu observante no Brasil e, ao mesmo tempo, estar inserido pelo trabalho ou pelo estudo na sociedade maior é um grande desafio. Tanto por estas questões de ordem prática como as que você citou quanto por não haver um clima que favoreça a isso, exceto em pequenas ilhas de judaísmo como o Beit Lubavitch do Rio. Entretanto, nem sempre o mais fácil é o melhor e tampouco o mais correto. Temos que lembrar que como judeus temos a importante missão de sermos parceiros de D-us para elevar este mundo material, transformando-o numa morada para D-us(“dirah b’tachtonim”). Foi justamente para isso que Ele nos colocou neste exílio e, por isso, estamos em terras tupiniquins ao invés de em Jerusalém. Além disso, nenhuma dificuldade é mais importante do que os benefícios espirituais e até materiais que uma vida permeada por nossa sagrada Torá  pode nos dar. Com tudo isso em mente fica mais fácil de escolher o certo, já que os obstáculos estão num plano muito inferior.

    Por fim, faço das palavras do eminente psiquiatra judeu Victor Frankl as minhas: “...tudo pode ser tirado do homem exceto uma coisa: a última das liberdades humanas - escolher qual atitude tomamos em qualquer circunstância, escolher o nosso caminho".



    Escrito por Eiran Kreimer às 22h23
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    IHHIE - e será

      O que será que será,já dizia a musica do Chico Buarque.

      Ser ou não ser,eis a questão,já dizia a mais famosa frase criada por Shakespeare.

        IHHIE - e será,mas será mesmo ?

      Eu acredito que sim,será.

    NITZ FINKELSTEIN nasceu na Bolivia,morou em Israel e passou boa parte de sua vida na capital paulista onde cursou faculdade de moda;na hora de fazer seu trabalho final optou por ir a fundo no tema de TSNIUT.

    O que será que será ? E assim acabou sendo,estudando sobre tsniut,criando um blog chamado IHHIE em ingles e versão em portugues,passou a desenhar roupas modernas e de acordo com as regras de tsniut.

    Ser ou não ser,eis a questão ? Duvida(não)cruel.

    Literalmente Nitz vestiu a camisa,ou melhor,vestiu a saia,enxergou e entendeu a beleza do judaísmo e subiu os degraus da teshuvá,respondendo a questão positivamente sobre ser ou não ser uma judia praticante,b''h.

    Atualmente ela está passando temporada de 1 ano em uma midrashá em Israel e ao mesmo tempo desenvolvendo seus 1000 projetos,todos ligados a moda & tsniut.

    Algumas garotas que retornam as suas raízes costumam questionar o modo de vestir e as roupas propriamente ditas,mas é possivel ser tsanuach e fashion ao mesmo tempo,usando roupas modernas,bonitas,confortaveis e de acordo com a halachá.

    O blog do Iossi parabeniza e apoia belos projetos como o Ihhie;depois da "capota fashion" não poderiamos deixar de entrar em tema tão vasto e interessante,em breve novas materias sobre tsniut e comportamento.

    E será,mas será mesmo ? Sim,não tenho a menor duvida que será um mundo melhor,com a vinda de mashiach,breve em nossos dias.



    Escrito por Eiran Kreimer às 22h12
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    Foto do dia

    Foto tirada por Luiz Fernando Axelband no centro do Rio de Janeiro.



    Escrito por Eiran Kreimer às 14h08
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    KAPOTA FASHION

    Mendy Sacho é um jovem alfaiate de 25 anos que tem uma loja em Toronto,onde vende ternos,camisas,gravatas,abotoadoras,oculos,entre outros produtos,mas vem se destacando por suas kapotas estilizadas e devido ao grande sucesso em breve vai abrir um ponto de venda no Brooklyn.

    Cerca de 30% dos clientes não são judeus e tem preferencia por seus ternos,mas com suas kapotas sob medida ganhou prestigio,rendendo inclusive reportagem no NYT e o titulo-apelido de "Yidishe Tailor".

    As kapotas estilizadas,feitas de acordo com o gosto do cliente,saem entre 450 e 1000 dolares,certa vez criou uma inspirada na capa do superman,já que o cliente era fan do super-heroi.

    Segundo Sacho as cores influenciam entre outras coisas,os pensamentos,por isso deixa o cliente a vontade para escolher,como por exemplo botões coloridos ou faixas de cores diferentes.

    O costume de usar longas capas pretas pelos chassidim vem da Europa Oriental por volta do seculo 18,mas não é um mandamento e apesar de que,como não poderia deixar de ser,já existem aqueles que estão criticando as inovações de Sacho,não existe nenhum tipo de proibição de acrescentar cores ou fazer modificações.

    Contanto que não vire um arco-iris e descaracterize a kapota,vale a iniciativa,sem exageros e sem esquecer a proposta original e os motivos de se usar uma kapota.



    Escrito por Eiran Kreimer às 23h55
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    MADOFF & YOM KIPUR

    A rede abc divulgou ontem que Bernard Madoff obteve permissão para ter o dia livre em Yom kipur,isto é,estava dispensado de seus serviços diarios na prisão de Butner,Carolina do Norte,para dessa forma ser possivel pedir perdão por seus pecados se assim fosse seu desejo.

    Segundo Hasia Diner,que dá aulas na universidade de NY,"ele deveria pedir perdão para cada um que enganou e mentiu"

    Já Carla Hirschorn,uma de suas milhares de vitimas,declarou que "ele só será perdoado por d'us se devolver todo nosso dinheiro de volta "

    Mas até agora seu unico pedido publico de perdão foi no dia do seu julgamento na corte,quando declarou "sinto muito,mas sei que isso não vai ajudar vocês".

    Madoff nunca foi um judeu observante e segundo foi divulgado,costumava debochar de seu irmão Peter que é ortodoxo,dizendo que sua comida favorita era carne de porco.

    Não foi divulgado o que de fato ele fez no dia yom kipur,não se sabe se ele participou das rezas ou se jejuou,ou qualquer atividade ligada a data,mas a noticia,claro,gerou polemica,principalmente entre as vitimas.

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    Com certeza todos sabem,conhecem ou até mesmo foram vitimas de casos parecidos em menor dimensão,foram roubados,lesados,enganos,vitimas de mentiras ou até mesmo acabaram se prejudicando por pessoas de boa fé que falharam na administração de recursos e afins.

    Quando leio a vitima dizendo que perdão ele só terá se devolver o dinheiro,me lembro de uma senhora assaltada aqui no Rio de Janeiro,que ao ser informada da detenção do ladrão,comentou que somente o que interessava para ela era recuperar os objetos perdidos.

    No caso de Madoff,dificilmente as vitimas vão reaver o que foi perdido,tão pouco irão perdoar;apenas para constar,2 bachurim do instituto aleph foram enviados para butner para fazer os serviços religiosos,em breve saberemos se ele participou ou não,apesar de ser irrelevante.

    É possivel para as vitimas terem ahavat israel ?

    Muitos anos atrás o rabino Beuthner dava um shiur sobre a importancia de ahavat israel,eu questionei como seria possivel alguem ter ahavat israel por um kappo,guarda judeu de campos de concentração ou guetos,ele me respondeu com uma pequena historia que reproduzo abaixo:

    ""havia um kappo conhecido por sua crueldade,era odiado por todos;certo dia um oficial nazista reparou que alguns judeus não estavam comendo a misera refeição de sopa aguada e um pedaço de pão,logo foi questionar o kappo o motivo.

    O kappo respondeu que estavam se recusando a comer por ser yom kipur,dia em que os judeus fazem jejum,naquele mesmo instante o oficial irado ordenou que todos comessem e assim foi,quem se recusava era brutalmente espancado pelo kappo.

    O oficial nazista,que era bastante observador,foi na direção do kappo algumas horas depois e perguntou o motivo dele não estar comendo,no que o kappo respondeu "hoje é yom kipur,eu faço jejum e nada vai me fazer comer"

    No mesmo instante levou um tiro na testa e caiu morto no chão.""

     

    A mensagem da historia,veridica,é que todos tem seus meritos e virtudes e deve-se ter ahavat israel.

    Falar é facil,fazer é dificil.

     



    Escrito por Eiran Kreimer às 12h37
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    SHANA TOVA - Um bom ano

    Em homeagem ao ano novo judaico que será iniciado nesta sexta-feira ao anoitecer, segue a reprodução de um texto escrito no ano passado. No começo um conto chassídico e depois breve explicação de importantes conceitos. Aproveito a oportunidade para agradecer ao nosso colaborador Eiran Kreimer pelas belas participações que ele nos vem dedicando aqui no blog.

     

    O novo ano será o 5770 da contagem da criação do mundo, um número simpático para quem é sefaradi identificado com o chabad: o célebre ‘5’ – chamssa -, seguido do difundido ‘770’ – número e nome da casa onde o Rebe viveu durante sua liderança.

    Intressante contar que há alguns legisladores que esse ano é o 5769, pois divergem se contar os 5 dias antes do primeiro rosh hashana como um dos anos.

    * * * - DO ARQUIVO

    Um dos nigunim (melodias tradicionais chassídicas características por “invocar a alma”) do período dos temíveis dias de Rosh Hashaná, shabat teshuvá e Iom Kipur é chamado de ‘Tiku Bachodesh’. Além da bela melodia sem palavras característica – para não limitar o sentimento em um único significado – como os outros nigunim, esta  canção possue uma estranha sequência de palavras que não compõem um linha lógica de pensamento:

    “Toquem (o shofar) no mês/ No sétimo mês (o Tishrei)/Volte Israel”. Para escutar: aqui e com a voz do Rebe aqui.

    A lenda chassídica nos conta o fundo histórico deste nigun com uma passagem, também característica, do hassidismo. Um dos chassidim do quarto Rebe de Chabad, mesmo sendo uma pessoa modesta e de pouco estudo ele não deixava de viajar ao Rebe Maharash para as festas, como o costume dos hassidim. Se para alguns o ponto alto de estar com o Rebe era escutar os novos discursos rabínicos envolvendo o hassidismo em seus mais altos níveis, este hassid se satisfazia apenas estando lá com tudas as coisas boas que isso implicava.

    Mas ao voltar para sua aldeia de origem e no caminho até lá, ele era frequentemente perguntado pelos hassidim que não lograram viajar sobre o que foi dito em Lubavitch. Um chassid não mente, ele respondia que não conseguiu captar os maamarim. Para alegria dos hassidim, ele sabia ao menos dizer quais foram os títulos dos maamarim ditos pelo Rebe. O maamar começa  - quase - sempre por um versículo da Torah seguido por algumas perguntas e a explicação do assunto em si, sendo que as primeiras palavras recebem o maior relevo. E daí as palavras do nosso nigun, os títulos de três maamarim distintos, que se não foram transmitidos com todo o seu teor por aquele simples chassid, eram informados juntamente com um belo nigun que, quem sabe, em algum ponto estaria transmitindo a idéia espirtual daquilo que o Rebe ensinou.

    * *

    Com vossa permição entrarei na pele daquele chassid que não tem como explicar cada assunto em sua profundidade mas sem no mínimo transmitir os títulos de cada, ou alguns dos, capítulos do Rosh Hashaná, que são muitos.

    * * *

    Dia da criação do ser humano: Existe uma discução no Talmud sobre o dia da criação do mundo, se nas vésperas do mês de Tishrei ou do mês de Nissan. O consentimento da halachá fica com a segunda opinião, rezando que o mundo foi criado no dia 25 de Elul, por retroatividade obviamente, e Adão sendo criado no dia 1 de Tishrei – o Rosh Hashaná. Portanto, o dia do aniversário da humanidade é o dia em que devemos voltar a nossa origem divina fazendo com que a ‘criação’, ao invés de separar entre, una as criaturas ao Criador.

    * *

    Receber a realeza divina: Este é o ponto que une todas as faces do Rosh Hashaná. O midrash conta que ao final do sexto dia da criação, Adão entendeu que era de sua função unir todas as criaturas para louvarem a De’us e naquela noite de Rosh Hashaná todos eles cantaram o ‘Lechu neranena’ (capítulo 96 dos Salmos incluído no trecho litúrgico do Kabalat Shabat que recitamos nas sextas de noite): “Vamos nos curvar e ajoelhar perante o De’us que nos criou”. Considerando que o objetivo da criação do mundo é fazer uma moradia para Ele nos mundos inferiores, neste capital dia devemos receber Sua realeza concretizando o objetivo primário.

    * *

    Sacrifício de Itschak: Ainda no valor histórico, a tradição indica que o sacrifício de Isaac ofertado por Avraham também aconteceu em Rosh Hashaná. Esta passagem é frequentemente citada nas orações, e é lida na Torah também,  como um meio de “lembrar” a De’us e a nós mesmos a nobreza de nossos ancestrais, que levaram até a última via de fato a máxima de que a religião deve ser praticada sem o mínimo interesse externo além de cumprir a palavra de De’us.

    * *

    Dia do Julgamento: É quando De’us considera os alcances dos objetivos traçados na criação do mundo. Se vale a pena seguir com o mundo ou não. Depois de decidido que sim, o que este ano nos vai reservar, de coisas boas e do contrário. O julgamento também deve ser feito pela pessoa como modo de reflexão introspectiva.

    * *

    Cabeça do ano: Em hebraico o termo Rosh Hashaná não significa o ‘ano-novo’ ou o ‘primeiro dia do ano’, ele é literalmente a cabeça do ano. A semelhança da cabeça que inclue dentro dela todo o corpo através do sistema de nervos, o Rosh Hashaná inclue nele todo o resto do ano, já que dele saem as benções para o todo o resto do ano e, por isso, o nosso comportamento no Rosh Hashaná pode influenciar todo o resto do ano.

    * *

    O Toque do Shofar: “A mitsvá do dia é o shofar” disseram os sábios. Tanto halachicamente, essa é a principal mitsvá pela qual fomos ordenados e muito mais misticamente, o toque do shofar representa o grito do âmago da alma, da essência única de todos ao mesmo tempo, atingindo níveis espirituais onde o pecado é perdoado ou sequer existe. É a nossa arma contra os nossos atos “acusadores” de uma má conduta e o nosso meio de se comunicar com nosso Pai uma vez que esquecemos do idioma que deveríamos usar.

    * *

    Teshuvá e boas decisões: É bom revestir parte da energia do Rosh Hashaná em alguma boa decisão visando o ano novo que acaba de entrar. A própria divisão do tempo, em dias, anos etc. serve para nos lembrar que é possível mudar o rumo. “Termina-se o ano com suas pragas e começa um ano com suas bençãos”. Grande parte deste ensejo, depende de nós e de nossas decisões.

    * *

    Tashlich , Jantar, Maçã com mel e outros simbolismos: O Rosh Hashaná possue vários pequenos costumes de ordem (auto)-didáticas e místicas que vieram reforçar ainda mais os assuntos do dia, jamais para roubar toda a cena. Me recordo do irônico Rebe de Kotsk lembrando a seus alunos, após verificar que nenhum deles comera nozes no Rosh Hashaná  por estes terem a numerologia da palavra pecado, que, pasmem, o pecado também tem numerologia de pecado...

    * *

    Shana Tová!!: Este é um dia de nos aproximar de nossos amigos e conhecidos desejando todas as felicidades do mundo para aqueles que nos circundeam tendo a certeza que seremos todos inscritos no livro da vida e da felicidade. 

    * *

    E um grande shana tová e especial para todos que visitam este humilde espaço neste gigante oceano da internet. Com a ajuda de De’us continuaremos seguindo adiante transmitindo os valores que acreditamos, sempre respeitando os próximos.

    Iossi Katri.



    Escrito por Iossi Katri às 09h00
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    Comercial em NY

    Seguindo uma nova tendencia em materia de midia,que consiste em abordagens e interações diretas com o publico,no ultimo dia 16 de Julho,no Madison Square Park em NY,o HSBC montou uma pequena bancada,onde pessoas comuns que passavam pelo local subiam e davam pequenos depoimentos,fazendo o chamado soapbox.

    A campanha do banco é sobre os valores que as pessoas se preocupam,no caso desse comercial o tema foi as crianças.

    Um dos participantes é o advogado e chassid chabad  Peretz Bronstein,que declarou em ingles " I give up my career before the kids ",algo como "as crianças são preferenciais em relação a minha carreira",numa tradução não literal.

    Provavelmente vão aparecer criticos dizendo que contem uma mensagem subliminar onde judeus estariam ligados e dando importancia exagerada sobre a carreira profissional.

    Mas o fato é que Peretz está em um comercial de circulação nacional nos EUA,demonstrando acima de tudo que os judeus ortodoxos estão incluídos em uma sociedade que por muitas vezes é discriminatoria e que exclui.



    Escrito por Eiran Kreimer às 13h21
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    SHOFAR HERO

     Um dos maiores sucessos em materia de jogos online é o Guitar Hero,onde se pode tocar uma guitarra virtualmente,nota por nota musical,com variado repertorio.

     Por curiosidade,dei uma olhada algum tempo atras,mas não me agradou.

    A empresa Israelense E-DOLOGIC criou o SHOFAR HERO,que seria,digamos,a versão judaica.

    Usando as teclas do teclado,pode-se tocar um shofar.

    Não sou fan de jogos online e sinceramente,não gostei desse Shofar Hero,mas como vivemos em uma democracia,estamos perto de Rosh Hashana e um pouco de entretenimento sempre é bem-vindo,eis o link do jogo :


     http://www.e-dologic.co.il/shofar/

    Boa diversão.



    Escrito por Eiran Kreimer às 11h56
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    SELICHOT EM SOM E PALAVRAS

    “Selichot in Words and Sound", esse foi o nome do evento promovido em Massada na semana passada.

    Teve inicio as 4:30 da manhã,com selichot e em seguida a reza de shacharit na antiga sinagoga,no alto da fortaleza;o ingresso custava 110 shekalim para adultos,incluindo o teleferico e o mini-show musical da dupla Michael Viegel e Gil Akivayov.

    A organização ficou por conta do chabad do Mar Morto,que já fez anteriormente em Massada acendimento de chanukiot,birkat hachamah e outros eventos na região.

    Massada para alguns não passa de uma lenda,para a grande maioria um simbolo historico nacional,motivo de orgulho e local onde se faz a formatura de oficiais,quando dizem "massada não cairá de novo jamais".

    Entre "som e palavras",eu fico com uma imagem,uma das mais bonitas que vi nos ultimos tempos.

    foto - chabad info



    Escrito por Eiran Kreimer às 21h17
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    Religioso é preso em São Paulo e cortam sua barba na prisão II

    Comentário sobre matéria publicada no G1. Aqui, ou aberta no post logo abaixo.

     

    Eis aqui um um dilema interessante.

    Aqui está a comunidade judaica do Brasil: uma comunidade bem sucedida, seus membors são respeitados e tão donos como todos deste país que é de ninguém, possuêm boa reputação e têm boa entrada na mídia. E eis que aparece um judeu estrangeiro (que mora na Alemanha), pego pela poícia contrabandeando milhares de dólares em seus muitos bolsos nas típicas vestimentas religiosas e acusando carcereiros brasileiros de ter recebido deles um mau tratamento e ter suas crenças religiosas desrespeitadas. Pior ainda, eram antissemitas declarados e se manifestaram com saudações nazistas!

    À se acreditar piamente nas palavras do judeu, como assim parece fazer o Rabino entrevistado, se trata realmente de algo horroroso que deve ser combatido imediamente, por judeus e por não judeus. Por outro lado, será que é um grande negócio para a comunidade local associar sua imagem e prestar solideriedade pública com um criminoso alemão? (e desculpem o cinismo da citação as avessas da célebre frase de Einstein sobre o possível sucesso da teoria da relatividade).

    Podem dizer os judeus: nós que fomos tão perseguidos no decorrer da história, por sermos judeus, devemos sempre defender nossos direitos e de qualquer um de nós, mesmo os de reputação dúbia, em qualquer circunstância. E mais, pode-se minimizar a questão dizendo que ninguém entre os judeus apoia, publicamente pelo menos, o crime do judeu alemão. Condena-se apenas o antissemitismo na cadeia.

    Correto, na prática pelo menos. O dilema realmente começa quando uma pequena dose de ceticismo nos faz perguntar se realmente as coisas são como apresentadas nesta reportagem claramente pró prisioneiro. 

    A primeira frase citada já diz a que todo o texto vem: “Eu fiquei muito mal, pensando no que os alemães fizeram com os judeus 60 anos atrás. Isso é o que eles fizeram comigo agora no Brasil”. Mentira! O que os nazistas fizeram com os judeus não tem nada a ver com o que a polícia fez com ele. Algo me diz que, com todo o respeito, ele ficou pensando nos dólares perdidos com o flagra.

    Ao lado da maximização do sofrimento do engenheiro, há também a nítida minimização, acreditem só, do Holocausto. Na continuação da reportagem afirma o Rabino: “Em alguns campos de concentração, o tipo de humilhação que fizeram com os judeus ortodoxos foi cortar a barba e zombar dessas pessoas.” O que? Que campos eram esses? Se é permitido ter ironia por aqui, sorte destes ortodoxos que lhes foi destinado este ‘tipo de humilhação’ tendo apenas, sem aspas, a barba cortada e sendo zombados.

    Mais que mentirosa, essa tendência é especialmente hipócrita: quem grita ‘Holocausto!’ erronea e falsamente para uso próprio é aquele que menos respeita a lembrança do próprio Holocausto e, no final, como vimos explicitamente, acaba diminuindo-o. Quando tivermos amanhã uma ocorrência séria de antissemitismo, De’us nos livre, não mais poderemos advertir a sociedade ampla com a mesma segurança e intensidade, pois outros fizeram mal uso do assunto.

    Mas é óbvio que por motivos sabidos, é melhor para o acusado clamar, por liberdade?, armado de argumentos religosos, místicos como o Holocausto e por que não, metafísicos como parecem ser suas descrições. Caso o fizesse exigindo os direitos humanos reservados pela constituição a qualquer acusado mortal, sem dúvida não teria a corrupta brecha na lógica de flertar com a liberdade incondicional como "recompensa". Clamar através da constituição seria uma contradição para seus interesses.

    Um dos foristas do site Vos is Neias , dentre os 90% que desaprovam o comportamento do engenheiro alemão observa: o Talit atirado no chão que “Quando uma pessoa se envolve com o talit, nessa hora, ele está lembrando que tem que cumprir os 613 mandamentos de Deus”, poderia tê-lo lembrado das proibições e dos riscos de ‘profanação do nome de De’us’ que estava acarretando com seus atos.

    Flagrado com contrabando, evocando o Holocausto de maneira pra lá de duvidosa e sem oferecer sua idêntidade, pra mim, já não tem mais credibilidade para nele se acreditar e menos ainda para defendê-lo publicamente. Confesso que nessa posição, ainda mais estando longe e sem poder ajudar pessoalmente (alô alô Eiran), existe um certo confronto com o que chamamos de “sentimento judaico”, e por isso o dilema inicial, que como muitos dilemas, deve ser resolvido. Esta é a minha resolução.



    Escrito por Iossi Katri às 18h23
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    Religioso é preso em São Paulo e cortam sua barba na prisão

    Do G1,

    Corte de barba feito à força, ofensas à crença religiosa e até insultos nazistas: um judeu ortodoxo denuncia que sofreu humilhações em uma cadeia de São Paulo. O homem, de 56 anos, se diz traumatizado. “Eu fiquei muito mal, pensando no que os alemães fizeram com os judeus 60 anos atrás. Isso é o que eles fizeram comigo agora no Brasil”, desabafa.

    Engenheiro eletricista com passaporte americano, ele afirma ter saído da Alemanha no dia 6 para visitar amigos em São Paulo. Assim que passou pelo desembarque no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, foi preso. 

    A polícia descobriu que ele carregava no casaco e no colete itens valiosos não declarados, como joias, diamantes e relógios caros. O engenheiro passou três dias detido na Polícia Federal, no Aeroporto de Guarulhos, e foi levado depois para um Centro de Detenção Provisória (CDP). Nele, segundo o judeu, depois de passar por uma triagem, ele teria sido vítima de intolerância religiosa.

    Ele diz que um carcereiro atirou no chão a quipá - um pequeno chapéu obrigatório para todo judeu ortodoxo. "Ele, então, começou a falar com um colega que estava ao lado, rindo de mim. Depois, eles falaram ‘heil Hitler’", conta. "Heil Hitler", "salve Hitler", é a mais conhecida saudação nazista da época do holocausto.

    O engenheiro diz que, depois da insultá-lo, os carcereiros encontraram em sua bagagem dois objetos religiosos, o talit e o tefilin, e os atiraram no chão. Os acessórios são sagrados. “Quando uma pessoa se envolve com o talit, nessa hora, ele está lembrando que tem que cumprir os 613 mandamentos de Deus. Quando um judeu coloca o tefilin de manhã, é a conexão dele com Deus”, explica. 

    Sem barba

    Mas o pior ainda estava por vir. “O carcereiro me perguntou há quanto tempo eu tinha a barba. Eu disse que tinha desde que ela começou a crescer. Ele respondeu, então, que a partir daquele dia, eu não ia ter mais barba”, lembra.

    O engenheiro diz que o puseram em uma cadeira, algemado nas mãos e nos pés. Em seguida, sua barba foi complemente raspada. “Consta na nossa Torá, que é a nossa Bíblia, que é proibido você destruir parte de sua barba. De acordo com a cabala, a parte mística do judaísmo, através da barba, nós recebemos as benções divinas”, explica um rabino.

    Também foram cortados os cachos que ele mantinha desde que nasceu e que simbolizam devoção a Deus. “Em alguns campos de concentração, o tipo de humilhação que fizeram com os judeus ortodoxos foi cortar a barba e zombar dessas pessoas. Eu vejo isso como um ato antissemita, um ato isolado, mas um ato de desrespeito e humilhação”, afirma o rabino.

    Outro lado

    A Secretaria de Administração Penitenciária disse em nota que não houve agressões físicas, morais ou psicológicas, mas que vai apurar devidamente o caso. Segundo a secretaria, os presos são tratados de forma padronizada e têm a barba e o cabelo cortados. Com relação ao americano, a secretaria alega ainda que a barba dele era muito longa, na altura do umbigo.

    “É um procedimento padrão, mas que comporta exceções. Estes agentes praticaram alguns crimes, como abuso de autoridade e certamente o crime de racismo, ao incitar e praticar o preconceito contra a religião, contra a crença e a etnia”, destaca o advogado Augusto de Arruda Botelho.

    É a mesma opinião do juiz Sergio Mazina Martins, especialista em direitos humanos e presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM). “Você quer impedir o indivíduo de ter determinada barba, determinado cabelo, quando, na verdade, isso para ele faz parte da sua cultura e da sua própria crença religiosa”, aponta.

    Agora solto, o engenheiro usa barba postiça. Ele espera a Justiça decidir se poderá aguardar o andamento do processo na Alemanha, onde diz viver. E não vê a hora de ir embora. “Quero ir para casa. Espero que eles não façam mais isso com judeus que querem manter sua barba”, diz.



    Escrito por Iossi Katri às 18h20
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