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    Judaísmo e Etc.


    PROVAS E DESAFIOS

    Nos últimos dias muito se comentou a respeito da vitória na justiça de um grupo de alunos do colégio Iavne de SP para que esses pudessem realizar a prova do Enem em uma data que não fosse shabat,podendo assim cumprir o sagrado dia da religião judaica.

    Em um passado mais ou menos recente foram criadas leis que dispensam funcionários públicos de trabalhar nos principais feriados judaicos.

    Com certeza é difícil para uma minoria judaica cumprir certos preceitos religiosos,alguns costumam trocar com colegas de trabalho não judeus dias de folga,enquanto um trabalha no feriado judaico,o outro folga e no feriado cristão e/ou nacional intercalam;mesmo assim,nem sempre isso é possível,já que muitas empresas não abrem nessas datas.

     

    Antes de mais nada,gostaria de recomendar a leitura de um artigo,do link a seguir :  http://www.chabad.org.br/biblioteca/artigos/retorno_introvertido/index.htm

     

    Esse artigo,de autoria de Ivan Barenboim,fala de uma forma clara e muito bem escrita sobre seu processo de teshuvá.

     

    Semana passada, Ivan passou pela dura prova de não fazer uma prova,isto é,ficou impossibilitado de fazer provas para residência médica por estas serem realizadas justamente aos sábados,shabat.

     

    O blog do Iossi hoje entrevista Ivan sobre esse e outros dilemas-problemas enfrentados por um judeu praticante,mais especificamente um baal teshuvá.

     

     

    Blog do Iossi : “ Conte a sua história em relação as provas,quais as faculdades e procedimentos que tomou na justiça”

     

     

    Ivan Barenboim: Um mês antes da realização das provas, tomei conhecimento pelos editais dos concursos da UFRJ e da UERJ que as provas seriam no sábado. Antes de tudo, liguei para o presidente da comissão de avaliação da UFRJ, José Gordilho Fraga, para ver se conseguia algum acordo com ele. Em resumo, ele me disse que só alteraria algo do que estava no edital sob ordem judicial. Então, primeiro entrei com um pedido administrativo e depois com um mandado de segurança pedindo para alterar a data da prova ou para que eu pudesse fazê-la após o shabat. Ambos foram negados. 

      

     

    Blog I- “ Durante o tempo que lutou para reverter a situação,teve ajuda de outras pessoas? Os rabinos e demais religiosos lhe deram algum auxilio ?”

     

     

    Ivan B. – Dos rabinos sim. Tanto apoio moral quanto prático. O rabino Goldman, por exemplo, me colocou em contato com pessoas da área jurídica que ele conhecia. Da minha família, tive apoio principalmente do meu irmão, especialmente de ordem prática.

     

     

    Blog I – O que sentiu quando soube das datas das provas? E agora, qual a sensação de ao mesmo tempo ficar sem poder fazer nada e a satisfação de missão cumprida ?

     

    Ivan B. – Primeiro tinha visto a data da UERJ, então, pensei: “Bem, ainda bem que não é minha primeira opção”. Pouco depois, vi a da UFRJ, que era minha primeira opção. Naquele dia fiquei bastante chateado, afinal o objetivo principal para o qual eu estava estudando tinha acabado. Então, senti um desânimo. No entanto, mesmo não tendo muita esperança numa decisão favorável na justiça, voltei a ficar bem. Para isso, pensei em duas coisas: que tudo que acontece é por providência divina, então, sem dúvida isso também tem que ser para o bem. Certamente, D-us não quer me prejudicar, nós não sabemos os caminhos Dele. Depois, pensei que os judeus já tiveram que passar por desafios incomparáveis para poder seguir vivendo como judeus e até para simplesmente sobreviver. Então, conclui que não era tão grave assim ter que lidar com esse (nessa perspectiva) pequeno problema.

    Neste momento, não me sinto especialmente bem por não ter feito as provas. Por outro lado, certamente, me sentiria mal se as tivesse feito.

     

     

    Blog I. – “Tem sugestões para o futuro? Outros judeus vão passar pelo mesmo !!! E sobre a residência medica,já tem alternativas ?

     

     

    Ivan B. - Minha sugestão é que os judeus se unam em situações desse tipo como fez o pessoal do colégio Iavne. Acredito que quando há mais gente sendo prejudicada, os juízes se sensibilizam mais. Também, creio que entidades como a FIERJ e pessoas com acesso a imprensa devam atuar publica e juridicamente apoiando os prejudicados . Até porque, tanto a escolha da prova do Enem no sábado(a despeito de já saber do prejuízo a judeus e adventistas) como o favorecimento do Irã e dos palestinos na política externa  são duas faces de uma mesma moeda que  mostra, no mínimo, que o governo brasileiro não está muito preocupado com o bem estar dos judeus. Isso não surpreende dado as origens ideológicas socialistas e, portanto, anti-religiosas em geral e anti-judaicas em particular dos atuais mandatários.

    Sobre a residência, aqui no Rio, me restou apenas uma opção, já que UFF e UNIRIO também terão avaliações no sábado. No entanto, há mais opções em São Paulo.

     

     

    Blog I.- Um baal teshuvá enfrenta vários problemas,citando alguns : feriados judaicos que coincidem com datas de provas e trabalhos,a mudança na maneira de vestir e comportamento,gerando questões dentro e fora da família,mudança de hábitos alimentares(com produtos kasher geralmente mais caros),etc    Comente o assunto e deixe seu recado para os leitores do blog :

     

    Ivan B. – Certamente, ser um judeu observante no Brasil e, ao mesmo tempo, estar inserido pelo trabalho ou pelo estudo na sociedade maior é um grande desafio. Tanto por estas questões de ordem prática como as que você citou quanto por não haver um clima que favoreça a isso, exceto em pequenas ilhas de judaísmo como o Beit Lubavitch do Rio. Entretanto, nem sempre o mais fácil é o melhor e tampouco o mais correto. Temos que lembrar que como judeus temos a importante missão de sermos parceiros de D-us para elevar este mundo material, transformando-o numa morada para D-us(“dirah b’tachtonim”). Foi justamente para isso que Ele nos colocou neste exílio e, por isso, estamos em terras tupiniquins ao invés de em Jerusalém. Além disso, nenhuma dificuldade é mais importante do que os benefícios espirituais e até materiais que uma vida permeada por nossa sagrada Torá  pode nos dar. Com tudo isso em mente fica mais fácil de escolher o certo, já que os obstáculos estão num plano muito inferior.

    Por fim, faço das palavras do eminente psiquiatra judeu Victor Frankl as minhas: “...tudo pode ser tirado do homem exceto uma coisa: a última das liberdades humanas - escolher qual atitude tomamos em qualquer circunstância, escolher o nosso caminho".



    Escrito por Eiran Kreimer às 22h23
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    IHHIE - e será

      O que será que será,já dizia a musica do Chico Buarque.

      Ser ou não ser,eis a questão,já dizia a mais famosa frase criada por Shakespeare.

        IHHIE - e será,mas será mesmo ?

      Eu acredito que sim,será.

    NITZ FINKELSTEIN nasceu na Bolivia,morou em Israel e passou boa parte de sua vida na capital paulista onde cursou faculdade de moda;na hora de fazer seu trabalho final optou por ir a fundo no tema de TSNIUT.

    O que será que será ? E assim acabou sendo,estudando sobre tsniut,criando um blog chamado IHHIE em ingles e versão em portugues,passou a desenhar roupas modernas e de acordo com as regras de tsniut.

    Ser ou não ser,eis a questão ? Duvida(não)cruel.

    Literalmente Nitz vestiu a camisa,ou melhor,vestiu a saia,enxergou e entendeu a beleza do judaísmo e subiu os degraus da teshuvá,respondendo a questão positivamente sobre ser ou não ser uma judia praticante,b''h.

    Atualmente ela está passando temporada de 1 ano em uma midrashá em Israel e ao mesmo tempo desenvolvendo seus 1000 projetos,todos ligados a moda & tsniut.

    Algumas garotas que retornam as suas raízes costumam questionar o modo de vestir e as roupas propriamente ditas,mas é possivel ser tsanuach e fashion ao mesmo tempo,usando roupas modernas,bonitas,confortaveis e de acordo com a halachá.

    O blog do Iossi parabeniza e apoia belos projetos como o Ihhie;depois da "capota fashion" não poderiamos deixar de entrar em tema tão vasto e interessante,em breve novas materias sobre tsniut e comportamento.

    E será,mas será mesmo ? Sim,não tenho a menor duvida que será um mundo melhor,com a vinda de mashiach,breve em nossos dias.



    Escrito por Eiran Kreimer às 22h12
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    Foto do dia

    Foto tirada por Luiz Fernando Axelband no centro do Rio de Janeiro.



    Escrito por Eiran Kreimer às 14h08
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