Um medico do Assaf Harofeh medical center em Israel recomendou as pessoas que evitem beijar mezuzot em locais publicos.
O reporter haredi Ozel Vatik entrevistou 7 medicos sobre o assunto,que foi publicado no ynet e todos foram unanimes que as bacterias deixam altos indices de residuos em objetos,porém 6 medicos se recusaram a comentar sobre mezuzot em particular,temendo criar polemicas com rabinos.
Dr. Ilan Youngster,um pediatra do Assaf Harofeh,foi a unico a falar do risco de beijar uma mezuzah e contrair gripe suína,se baseando em uma pesquisa feita cerca de 1 ano e meio atrás com 70 mezuzot,cujo resultado de laboratorio mostrou alto indice de bacterias,que poderiam causar doenças diversas como pneumonia,do trato urinario,entre outras.
Por se tratar de um objeto religioso,as pessoas tem receio de esterilizar as mezuzot,a parte externa para ser mais preciso.
Questionado sobre sua opinião em relação a posição do medico,o rabino chefe sefaradi de Israel,Rav Shlomo Amar declarou a principio não estar preocupado,até mesmo porque,o ministerio da saude ainda não adotou essa ideia de evitar beijar as mezuzot.
O rabino declarou que caso venha uma recomendação oficial,ele aconselha as pessoas que quiserem seguir,que beijem a mezuzah "do ar",colocando a mão perto e em seguinda beijando,para que não se esqueçam desse bom e importante costume.
Mezuzot em locais publicos israelenses com certeza estão mais sujeitas a bacterias do que as das portas dos lares,tanto lá,como aqui no Brasil.
Livros religiosos em sinagogas igualmente podem conter bacterias,assim como as proprias sinagogas muitas vezes ficam cheias e são locais geralmente fechados,locais proprios para contagio,a diferença está no fato que a mão após tocar a mezuzá é levada até a boca;acredito que uma boa solução seria esterilizar a caixinha externa,sem danificar o pergaminho.
O que não se pode é virar histeria e paranoia coletiva,alguns até mesmo estão evitando cumprimentar com as mãos,falando "shabat shalom" de uma certa distancia.
E agora mais do que nunca,todos devem estar sempre fazendo netilat yadaim,vamos lavar as mãos,sem duplo sentido.
Abaixo um video que já algum tempo circula na internet,mas agora mais do que nunca,está super atual.
Rabinos sobrevoam Israel para espantar gripe com benção
Do Terra
Cerca de 50 rabinos e líderes religiosos de Israel sobrevoaram o país com a missão de lançar suas bênçãos das alturas para espantar a gripe suína.
Os religiosos cantaram orações e tocaram a tradicional corneta Shofar, feita com chifre de carneiro.
Em entrevista ao jornal israelense Yedioth Aharanot, o rabino Yitzhak Batzri disse que o objetivo do voo foi "interromper a pandemia para que as pessoas parem de morrer da doença".
A gripe suína é geralmente chamada de H1N1 em Israel, onde os porcos são considerados animais "impuros".
Segundo o Ministério da Saúde de Israel, já há mais de 2 mil casos de gripe suína no país, com cinco mortes até agora
Seguem aqui duas reflexões sobre a maledicência, o Lashon hará. Retomo na sequência.
Por Eiran Kreimer
Acho desnecessário fazer maiores explanações sobre lashon hará,já que existe vasta literatura a respeito.
Prefiro comentar sobre o comportamento que as pessoas tem com o assunto,muitas vezes hipócrita.
Eu,tu,ele,nós,vós,eles,todos fazemos lashon hará em determinados momentos e não necessariamente para avisar sobre algo errado e impedir que algo ruim aconteça,o que seria permitido,sem se aprofundar nos detalhes.
No entanto existem aqueles que procuram a postura de não falar e ouvir,se policiando e tentando ser tsadikim,muitas vezes são justamente esses que tem atitudes hipócritas e contraditórias,seja sendo negligente ou falando lashon hará nos momentos errados,ou ainda fazendo pose de “anti” quando na verdade se delicia com os fatos,em uma total hipocrisia,especialmente quando é conveniente.
Um bom exemplo seria “não quero ouvir,mas se falar daquele fulano que não gosto,aí sim quero muito ouvir”.
Gostaria de compartilhar algo que ouvi alguns anos atrás do rabino Shlomo Zinni durante sua predica de shabat na sinagoga Oranaise em Paris :
“ Senhoras e Senhores,gostaria de lhes pedir que fiquem meia hora sem falar lashon hará !!! “
Pausa.
Reflexão,silencio,olhares curiosos.
O rabino Shlomo Zinni prosseguiu :
“ Só peço que fiquem meia hora sem falar lashon hará porque sei que isso é possível,não vou pedir mais tempo,já que sei que não vão conseguir,então não pedirei o que não vão cumprir “
Genial e inesquecível.
Por Iossi Katri
“Conta a lenda chassídica que o Chafets Chaim, autor do livro sobre as leis da maledicência, ao encontrar o Rebe Rashab, o perguntou por que ele também não trava no chassidismo, tal qual ele com seus alunos, uma ''guerra'' contra o Lashon Hará. O Rebe respondeu que a chassidut tenta se preocupar mais com o que se passa na mente das pessoas e menos sobre o que eles falam.”
É necessário admitir que, por fruto desta visão, não é comum encontrar chassidim e simpatizantes policiando suas falas para evitar a maledicência. A prédica do Rav Shlomo Zinny, jamais seria dita numa sinagoga chassídica. Meia hora sem maledicência, definitivamente, não é um dos desafios presentes nessa sociedade. Esta aparente leniência e desvio de conduta, contudo, tem um lado muito bom.
Para ilustrar, lembremos ou imaginemos a cena de alguém contando uma história sobre um terceiro e, no meio do nada, aparece o dilema do lashon hará na cabeça do contador. Ele fica em dúvida se prosseguir o relato, mas pára: - não continuarei para não esbarrar no lashon hará – diz com certo sofrimento, alguma angústia, às vezes com prazer e sempre com muito orgulho religioso.
O que aconteceu aqui? Além do contador se segurar, ele também condenou o terceiro, a tal ponto que não poderia continuar contando. Quando se “vive” o Lashon Hará e mais ainda quando se é rigoroso no cumprimento de sua proibição, ao mesmo tempo o amor ao próximo está sendo esbarrado e o dito ‘trate de julgar para o mérito’ é descumprido.
É melhor pensar e viver o lado positivo, posição esta que não abre espaço para uma guerra contra a maledicência.
Além disso, como se pode aprender das experiências dos outros sem poder falar sobre eles?
Sem dúvidas que há fofocas, calúnias e outros que a distância cheiram mal e é óbvio que destes devemos nos afastar. Até porque o problema é bem mais profundo do que na fala. Está no pensamento.
Aí sim, no intelecto, evitar pensamentos estranhos por meia hora, de preferência na hora da reza, é o grande desafio dos bons entre os chassidim.