Recebi um email da equipe de Mendy Peilin com a indicação de seus novos vídeos, repercutindo as atividades do Beit Chabad da Califórnia. Segue aqui um filme de um emocionante encontro casual, enquanto Peilin e sua turma achavam que o grande acontecimento daquela noite seria o ascendimento das velas de chanukah com o governador Arnold Schwarznegger. Aprendemos quão efetivo pode ser uma simples vontade de difundir o judaísmo e ajudar os outros. Aproveitem!
Embora os conceitos devem ser um fruto direto do que se passa no mundo real, na existência tangível, nem sempre eles continuam fiéis a sua origem- seja por se distanciar demais da origem verdadeira no mundo real até parecerem ser algo completamente independente, seja na pretenção de definir algo indefenível por excelência.
O judaísmo, mesmo oferecendo intermináveis leis e conceitos, parte diretamente do mundo das circunstâncias. A Torah, analisada por fora, é um livro de histórias que, apenas em segunda análise, se torna a fonte de todo o rol de leis, conceitos e definições sobre tudo e qualquer coisa existente no mundo como nos são oferecidas pelo judaísmo em suas diferentes formas. Em certos aspectos, principalmente se tratando da vida humana, devemos sempre nos lembrar a forma original da Lei quando nos foi entregue, circunstacial.
Gostaria de ilustrar melhor a força da circunstância através de um exemplo próximo ao coração brasileiro, vindo do mundo da música.
“A Garota de Ipanema” que é pra muitos especialistas a melhor música brasileira de todos os tempos não foi escrita apenas porque Tom e Vinícius precisavam de uma nova música no próximo álbum. Pelo contrário, a música foi feita em homenagem a uma pessoa real que passava nas Ruas de Ipanema. É de se supor que não fosse a real inspiração para a música, ela não teria saído tão boa...
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Até aqui a introdução. A chassidut reza que tudo, inclusive coisas pequenas, que acontecem em nossa vida - não apenas pode ser, mas - são - sempre frisava o Rabino Gopin – um ensinamento em nosso serviço a De’us. Pois esses dias tive um desses pequenos acontecimentos circunstanciais, bem pequeno, devidamente seguidos por uma, singela também, reflexão.
Entrei em meu quarto que estava parcialmente escuro e ao ver um disjuntor próximo a mim, o toquei para ascender a luz. O que logo percebi foi que eu acabei desligando a única lâmpada que estava acesa, me deixando na plena escuridão.
Em nossa vida: ao se fazer uma introspecção de nossos atos, saímos justamente contra as poucas luzes que ainda iluminam. Com o pretexto de não estar sendo hipócrita – ‘Uma ação boa no meio de tantas ruins?Isso não!!’ – resolvemos por óbvia comodidade largar justamente essa única e solitária ação na saudade dos tempos em que eu era uma boa pessoa, ou mais observante. Quando na verdade, estamos ficando apenas mais longe do ponto onde gostaríamos e deveríamos estar.
A escuridão, sempre ensinou o rebe, é afastada com um pouco de luz.
Mais uma boa ação e mais uma, etapa por etapa, e não será preciso acreditar que estaremos num nundo melhor, sem hipocrisia e, mais ainda, sem o medo de esbarrar em hipocrisia ou qualquer coisa do tipo, pois tudo estará devidamente iluminado.