Shavuot
Depois de nos preparar por 49 dias na contagem do Omer, finalmente é o dia de receber a Torah. Historicamente, o dia 6 de Sivan é o dia em que os 10 mandamentos foram ordenados no monte Sinai. Este dia foi escolhido para que os judeus recebssem a Torah, novamente, a cada ano.
O Shavuot é também chamado a festa da revelação, em alusão ao grande acontecimento que aconteceu no monte Sinai quando “uma escrava viu mais que o profeta Ezequiel”. Foi ali que o compromisso entre De’us e os judeus foi firmado. Ressaltando, como ensina Maimônides, com o testemunho de todos os judeus da época, para que estes transmitem aos seus descendentes, sem que ninguém possa negar aquele fato.
Analisando o teor dos dez mandamentos, percebemos que eles parecem ser um tanto simples para toda a preparação que os judeus fizeram nos 49 dias desde a saída do Egito até chegar no que era o clímax de toda uma sequência de grandes acontecimentos. Eu sou teu De’us; Não praticai idolatria, ...; Não matarás e não roubarás são máximas que qualquer civilização normal consegue concluir sem muitos esforços. Qual seria então, a necessidade de De’us estar ordenando?
A base da resposta está no compromisso. O De’us criador do mundo quer que o mundo seja regido com bondade e justiça. Para realmete lograr tals feitos, sabemos que é necessário ter um compromisso que vem além de nossa existência material. Se nossos interesses em nossa vida não ultrapassarem a nossa existência, nada pode nos limitar, na hora dos “vamos ver”. E se cada um agir como quiser, quando “realmente precisa” o mundo fica um caos.
Pois por isso, nos é dado, diretamente de De’us, mandamentos como não roubarás. Ao roubar, por exemplo, estamos infringindo não apenas alguma máxima imposta por nosso intelecto ou pela sociedade, mas sim todo o objetivo do mundo e de seu criador, além de prejudicar toda a sociedade e, no fim de contas, o mundo inteiro. Uma pessoa influenciando o mundo inteiro? Sim, como, no outro lado da moeda, os terroristas do 11 de Setembro. Pra coisas positivas, muito mais.
Os Rebes de Chabad costumavam desejar na festa do Shavuot que a Torah seja recebida com alegria e internamente. Pois a Torah não foi dada apenas para evitar que a pessoa roube e mate, De’us nos livre, mas sim para refinar toda a existência da pessoa, incluindo seu intelecto, emoções e ações.
Chag Shavuot Sameach!
Escrito por Iossi Katri às 03h25
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Encontrado
Por OSIAS WURMAN
FALSO RABINO PROCURADO ENTREGOU-SE À POLÍCIA BRASILEIRA
O auto-proclamado “rabino” Elior Chen, procurado pela policia israelense por supostos aconselhamentos a seguidores para que maltratassem seus filhos, entregou-se a policia brasileira.
Chen será extraditado para Israel, após estar foragido no Brasil, possivelmente em São Paulo.
Sua esposa e os filhos foram embarcados na semana passada para a Bélgica.
A polícia de Israel pediu o apoio da Interpol Internacional para ajuda na captura.
Em Israel Chen é suspeito de liderar uma “seita” de fanáticos que, supostamente acatando seus conselhos, agrediram filhos menores de forma violenta e desumana.
A mãe de uma criança de 3 anos, agredida até entrar em coma, foi presa em Israel por abuso e agressão. A criança, se sobreviver, ficará em estado vegetativo. A agressora declarou ter agido sob inspiração do falso rabino.
Repudiamos a todos que, eventualmente, tenham prestado apoio não profissional, no Brasil, ao procurado pelas autoridades de Israel.
Nota do blog: De acordo com as notícias veículadas em Israel, Chen jamais se entregou e foi preso pela polícia. Seria muito bom se aqueles que o apoiaram no bairro do Bom Retiro em São Paulo viessem a público para esclarecer que foram vítimas de um mal-entendido ou de um engano.
Caso não foram, é hora de sair de cena. Lembrando que estes são apoiados financeiramente por alguns que fazem enormes esforços para difundir o judaísmo no Brasil, e além de não aproximar os verdadeiros judeus, aceitam ter em seu seio pessoas sinistras como estas.
Escrito por Iossi Katri às 10h35
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Homenagem póstuma
Neste domingo último, Israel perdeu uma de suas figuras mais controversas nos últimos tempos, Tomy Lapid z"l. Aos 77 anos, Lapid faleceu de câncer num hospital em Tel Aviv onde se internou na semana passada.
 Tomi Lapid tinha a línigua afiada
Nascido na Iogoslávia, sobrevivente do Holocausto, o jovem Tomy (ou Yossef) migrou com sua mãe em 1948 para a recém fundada Israel. Após servir no exército por dois anos logo que chegou em Israel, Lapid se formou em direito pela Universidade de Tel Aviv. Mas, embora no decorrer de sua versátil carreira foi o Ministro da Justiça por dois anos no governo de Ariel Sharon, Lapid, em termos profissionais, será sempre lembrado por ter sido um brilhante e influente jornalista.
Trabalhou por muitos anos no jornal Maariv, marcou época no rádio e fundou a TV a cabo em Israel. Participou e dirigiu muitas instituições, como o memorial do Holocausto Yad Vashem, cargo que ocupou até seu último dia.
Enquanto o talento de Lapid sempre foi considerado uma unânimidade entre os israelenses, suas posições ideológicas foram, por muitos, completamente desaprovadas. Em 1999, Lapid abandonou todos os cargos que possuia na imprensa e entrou na política para presidir um novo partido, o Shinui, que significa mudança. Sem uma plataforma clara no que tange a política externa, o Shinui obteve uma expressiva votação em 2002, erguendo a bandeira contra a “intolerância religiosa”.
Não somente para chamar a atenção da sociedade contra os ortodoxos em Israel, por, em sua maioria, não participarem do exército e de alguns que evitam trabalhar por motivos (pseudo) religiosos, Lapid se aproveitava de qualquer oportunidade para desprezar valores, crenças e até símbolos nacionais, desde que estes viessem do Judaísmo. A versão de Israel por Lapid era de um país laico, democrático, seguidor fíel das leis humanas e, querendo ou não, que renega suas origens.
No fim de contas, Lapid se reitrou da vida política sem conseguir implantar suas reformas em Israel. Sinal disso, que por força da lei, e ele sabia disso antes de falecer, Lapid foi enterrado de acordo com o rito religioso. Ao invés do Kadish, foram tocadas, à seu pedido, algumas de suas canções prediletas.
Jamais foi preciso esperar o passamento de Tomy Lapid para entender suas posições. Como alguém que passou pelo Holocausto e da maneira em que passou, acredito eu, por trás de todo seu talento na articulação de suas idéias, morava um trauma que nunca se curou. Tomy foi, apenas, fiél a seus pensamentos e incisivo na hora de externá-los.
Que sua alma descance em paz.
Escrito por Iossi Katri às 05h14
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Procurado
Uma notícia horrorosa está ligando os ultra-ortodoxos de Jerusalém com o Brasil. O pseudo Rabino Elior Chen, foragido da justiça israelense, acusado de criar uma seita sadista, foi visto em São Paulo, de onde sua mulher e filhos já foram encontrados e deportados.
Elior Chen é acusado de provocar torturas nas crianças de membros de suas seita “para consertar suas almas”. Segundo testemunhas oculares, se trata de uma pessoa aparentemente calma e com um enorme desvio em sua sanidade mental.
São enormes os esforços da comunidade religiosa paulista juntamente com a Interpol para localizar o pseudo rabino. Certamente, acreditamos nós, a congregação hassídica do Bom Retiro em São Paulo, que acolheu Chen e sua família em Pessach último, não estavam cientes da gravidade das acusações e das evidências que pairam sobre Chen e os homens de sua seita. Na linguagem de um dos tribunais rabínicos de Israel: “os rabinos devem encarar a missão de encarceirar este indivíduo como uma mitsvá”.
Quem quiser se aventurar para identificá-lo nas redondezas de São Paulo, veja suas foto aqui. Para mais informações em Hebraico, aqui
Escrito por Iossi Katri às 05h07
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Anedota chassídica
Conta o Rebe de Kotsk, citando o midrash: “Quando De’us se aconselhou antes da criação do homen, houve uma discução entre algumas das virtudes. A Justiça e a Bondade eram a favor pois o homen iria fazer justiça e se comportar com bondade, respectivamente. A Paz e a Verdade se oporam, por causa das intermináveis brigas e por causa de sua falsidade.
“A Verdade foi jogada para a Terra, a criação logrou maioria e o homen foi criado.” Até aqui o Midrash.
Perguntou o Rebe: por que a Verdade foi jogada a Terra e não a paz? A Verdade, sempre pregava o Rebe, não se cala mesmo quando não se está com a maioria.
Escrito por Iossi Katri às 12h07
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