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    FUTEBOL X BIG BROTHER

    Enquanto no Brasil costuma-se tratar o futebol como algo importante de verdade, um programa de reality show como o Big Brother é apenas ‘entretenimento’.  Não que o futebol não envolva muito mais protagonistas e faz circular muitos milhões de reais a cada mês, mas, analisando de maneira mais apurada, futebol na TV e Big Brother são, um como o outro, atividades de diversão e entretenimento.

    Pois bem, não raramente se encontra alguém ligado ao futebol desprezando os Big Brothers da vida chamando os de “exterminadores de neorôneos” e afins. Fica a pergunta: teria um comentarista esportivo do alto de sua alienação propriedade pra falar mal do Big Brother?

    Essa pergunta pode ser relevante no Brasil, o país do futebol, como também em Israel que não disputa uma copa do mundo desde 1970. E em Israel ela foi perguntada.

    Em resposta a um jornalista que brafejou contra o Big Brother em sua coluna no jornal Maariv, o crítico de Literatura Menachem Ben, que já participou de uma edição de um reality show VIP,  tratou de salvar a honra do programa dizendo, entre outras coisas, que “observar a alma do ser humano é o que se faz quando se assiste Big Brother” e “para os que não gostam, as alternativas não são cinema, literatura e poesia, mas sim futebol com toda sua falta de requinte ”. E completou: “Yalla Beitar!”.

    O  comentarista esportivo, Harel Segal, se sentiu honrado plea menção de Ben e não deixou de se defender das acusações de alienamento cultural e disse saber de cor poesias de Natan Alterman e os filmes de Chanoch Levin. Melhor assim. Quanto ao futebol, começou lembrando que este não se limita ao que acontece dentro das quatro linhas mas que o mesmo sempre convida para uma reflexão maior sobre o mundo e a vida. “Chama o Camus!”, pensei enquanto lia essas frases e,  em algumas linhas depois, não deu outra: lá estava ele por citar o filósofo tunisiano Albert Camus, um apaixonado por futebol que uma vez chegou a declarar: “tudo que sei sobre o ser humano eu devo ao futebol”.

    Até aqui as opinões dos colunistas. Tudo muito bem, tudo muito bom. Mas nem tando assim.

    Embora confesso que gostei do debate,  as conclusões de ambas as partes vêm para deixar as coisas como estão, mas fingindo serem outras coisas. A dizer: ao invés de concordar que futebol e BB são diversões das massas e não demonstram uma pujânça cultural de nossa sociedade, o que, num universo ideal, poderia ser diferente, eles realçam os lados “elevados” dessas atividades como se fossem as regras gerais e não as excessões.

    Se para Camus é possível ver no futebol uma ótima metáfora  do mundo e da vida, uma versão micro do universo, para os fanáticos não há outro mundo fora do futebol  e para a maioria das pessoas ele é apenas uma parte da vida cotidiana como o pão de cada de dia. Poucas reflexões. E sobre o BB, quem dera fosse senso comum o que Ben pensa a respeito da função dos reality shows, principalmente para seus produtores e participantes. Até onde se tem notícia, eles têm muito mais corpos do que almas para oferecerem à observação de curiosos, se é que vocês me entendem.    

    Ironicamente, querendo ou não, este simples e pontual debate já vale pela própria reflexão; do rasgado e do molhado.



    Escrito por Iossi Katri às 14h02
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    QUEM SALVA UMA VIDA,SALVA O MUNDO INTEIRO

    Martin Grossman tinha 19 anos quando acompanhado de um amigo chamado Taylor e ambos sob efeito de cocaína e outras drogas,foram para um bosque na localidade de Pinellas,Florida,na noite de 13 de Dezembro de 1984,para brincarem de dar tiros com uma arma de fogo.

    Não contavam porem com a aparição repentina da guarda florestal Margareth Park,que confiscou a arma e a licença de Martin,que era valida somente para o condado de Pasco;Martin implorava para Margareth fazer o que chamamos por aqui de "vista grossa",enquanto pelo radio ela pedia ajuda ao xerife local.

    Unindo o efeito das drogas e o desespero,os 2 amigos passaram a agredir a guarda,Martin batia em sua cabeça com uma lanterna e Taylor lhe dava chutes e socos;Margareth conseguiu alcançar sua arma e deu um tiro de advertencia,chutou Taylor,conseguindo lhe derrubar no chão.

    Grossman era alto,forte e bem mais pesado que Margareth,conseguiu lhe tirar a arma,em seguida deu um tiro certeiro em sua cabeça,fugindo em seguida do local com Taylor.

    ***************************************************************************************************

    Charlie Crist,o governador da Florida,assinou o decreto para a pena capital de Martin Grossman,um judeu que está no corredor da morte fazem 25 anos por crime de homicidio e agora tem como provavel destino receber uma injeção letal no proximo dia 16 de Fevereiro,as 18 horas.

    Instituições judaicas,tendo a frente o rabino Menachem Katz do Aleph institute,tentam desesperadamente salvar sua vida,alegando que na epoca ele tinha apenas 19 anos,estava sob efeito de drogas e psiquiatras comprovaram que ele tem problemas,por isso não deveria ser condenado a morte.

    Atualmente Martin é o unico no corredor da morte da Florida com data de execução marcada e um primeiro pedido de clemencia foi negado pelo juiz Joseph Bulone.

    Em seu ultimo encontro com o rabino Katz,Martin colocou tefilin e pediu para ser enterrado de acordo com as tradições judaicas.

    Foi criada uma petição online pedindo clemencia,que pode ser acessada no link a seguir :

    http://www.thepetitionsite.com/2/save-martin-grossman

    Os rabinos pedem que assinem a petição,divulgaram os contatos do governador da Florida para que peçam clemencia e lembraram que para salvar uma vida pode-se até profanar o shabat,quem salva uma vida,salva o mundo inteiro.

      

    Martin Grossman no dia de seu bar mitsvah



    Escrito por Eiran Kreimer às 19h53
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    UM FARBRENGUEN VIRTUAL

    Aqui segue um conto chassídico edificante. O escutei em primeira pessoa e tentarei adaptá-lo ao leitor brasileiro, duvidando, no entanto, poder transcrevê-lo com a requerida ‘poesia’, qual como escutei.

    Acrecento ainda uma breve descrição do conceito “ligação com o Rebe” – em Hebraico, Hitkashrut. Um chassid, pelo menos da maneira em que se enxerga em Chabad, precisa ter um Rebe de quem estudar seus ensinamentos, seguir seus conselhos e dele receber suas bençãos. A complexidade toma lugar quando sabemos que há e há ligações. Sobre isso a continuação.

    Conta o Mashpia Shalom Feldman:

    “Estava viajando de carro no interior dos Estados Unidos com alguns jovens para fazer mivtsaim (campanhas religiosas) nos idos dos anos 50. Conosco estava um jovem rabino (ainda vivo) que se chama R. Mendele Marozow, filho do lendário chassid Chonie Marozow.

    Conversando com Mendele, fiquei sabendo que este passara por uma pequena crise em sua juventude: embora muito o admirasse, seu pai Chonie, um verdadeiro devoto e exímio estudioso, era considerado por seus colegas de Yeshivá um ‘desligado’ do então Rebe de Lubavitch, o Rebe Yosses Itschak, mesmo sendo seu secretário (!).

    Se por um lado Mendele poderia ficar hipnotizado por seu pai a cada vez que o encontrava, por outro não conseguia deixar de se perguntar sobre a pecha imposta sobre ele por parte de seus amigos.

    O desfecho de sua crise e destes questionamentos internos aconteceu quando, sentado com seu pai, este lhe disse: - “Não entendo o que estes jovens querem de mim. Dizem que não sou “ligado” ao Rebe. Não sabem que após o falecimento de seu pai, o Rebe Rashab, mergulhei dentro de sua chassidut – seus ensinamentos, mas lá não me encontrei...”

    Mendele então entendeu duas coisas: o que é “estar ligado com o Rebe” para os jovens não era a mesma coisa que para o seu pai - ele possuia uma profunda ligação com o pai do Rebe de então, mais interna e baseada no 'espírito' de sua liderança; não trocaria de Rebe simplesmente para estar atualizado, diferente daqueles jovens. Não obstante, entendeu também que seu pai era uma pessoa difícil".

    * * *  

    A lição desta história, que talvez é apenas a história de uma lição: a ligação com o Rebe consiste principalmente do estudo de seus ensinamentos. Vale notar que mesmo naquela época, no começo do século passado, isto já não era tão óbvio. Quanto mais e quanto mais hoje em dia.

    * * *

    Estendendo uma interpretção alegórica ao conto, podemos refletir um pouco sobre nossas relações humanas em geral.

    Querendo ou não, estamos envoltos de pessoas planas e artificiais, que quiçá foram aconselhadas a mânter um bom networking, uma vasta ‘rede de amizades’. Nada contra, não é preciso ser uma “pessoas difícil”. Mas é importante não se confundir entre os tipos de amizade e, pior ainda, perder a noção de que existem relações mais profundas. Neste caso, a boa amizade se distingue apenas pela frequência .

    Não assim é a amizade entre os que apreciam os ensinamentos da chassidut, acostumados que são com o ditado: “A chassidut exige o interior da pessoa”. 



    Escrito por Iossi Katri às 21h26
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    Trocando as bolas

    Abro o jornal e vejo que um principe dormiu uma noite na rua como se fosse um mendigo.

    Não,não estou falando do filme "trocando as bolas" em que o personagem do comediante Eddie Murphy é um principe que se faz passar por um plebeu em NY;estou me referindo ao principe Willian da Inglaterra,que trocou o conforto de casa por uma noite fria numa rua de Londres.

    O principe Willian quis sentir na pele as necessidades que passam os sem-teto,para assim ajudar melhor aos necessitados atraves de uma ong que ele apoia e patrocina.

    Anos atras o apresentador de tv Gugu Liberato fez a mesma coisa,passou uma tarde disfarçado de mendigo nas ruas de SP pedindo esmolas,tudo obviamente filmado,mostrando a indiferença da maioria dos transeuntes e finalizando com ele em lagrimas.

    Em junho de 2009 aconteceu uma experiencia inusitada no Lunar park,em Sydney,Australia;cerca de 250 pessoas de diferentes organizações dormiram uma noite no frio do parque,evento esse que teve carater beneficiente e angariou fundos para a caridade.

    Como não poderia deixar de ser,tinha quase 1 miniam,entre eles o rabino Mendel Kastel,que devido a kashrut levou uma sopa de tomate propria enquanto os outros participantes tomavam uma sopa de vegetais preparada por voluntarios do evento.

    Segundo o rabino Kastel foi muito dificil passar a noite no frio,procurando um local para dormir,seja pelo numeros de pessoas,assim como pelo barulho.

    No dia seguinte houve intensa troca de experiencias entre os participantes e alguns sem-teto,entre eles um judeu chamado  Dave,que foi abandonado quando criança e tinha historico de dependencia quimica.

    No shabat seguinte o rabino Kastel com certeza agradeceu aos ceus por sua familia estar protegida do intenso frio com teto e paredes em volta.

    Rabino Mendel Kastel com saco de dormir e sopa de tomate na outra mão,antes de passar a noite no parque

    ***********************************************************************************

    O objetivo basico do que foi relatado acima é literalmente sentir na pele a necessidade dos outros,(tentar)entender os pensamentos e até mesmo certas atitudes.

    Assim é possivel ter um melhor conhecimento das necessidades e até mesmo certas causas,podendo ajudar as pessoas da melhor maneira possivel.

    Igualmente devemos nos lembrar que não se deve julgar ninguem sem saber o que se passa do outro lado,alem é claro de sempre conceder o beneficio da duvida.

    Ao ler o jornal ou assistir o noticiario da tv,algumas pessoas se imaginam muitas vezes no lugar daqueles felizardos que ganharam na loteria ou até mesmo em tragedias,mas dificilmente se colocam no lugar de um mendigo sem-teto.

    Lição e moral da historia : Agradeça a D'us por tudo aquilo que ele lhe proporciona,ajude aos necessitados,faça tsedaká,não tenha preconceitos e nas adversividades da vida lembre-se que tudo é para o bem.(gam zú letová)

    Resumindo,ahavat israel.



    Escrito por Eiran Kreimer às 16h37
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    General do Tsivot Hashem

    "Marcha soldado,cabeça de papel,se não marchar direito,vai preso no quartel"

    A disciplina militar é dura e muitas vezes quem não anda na linha,acaba passando alguns dias no quartel sem poder sair,isso na maioria dos países.

    Em Israel não é diferente;o rabino Dov Ginsburgh,shaliach em Haifa foi até um centro correcional militar levar um pouco do espirito de chanukah aos soldados lá detidos.

    Na sinagoga do local,os soldados detidos escutaram atentamente ao shiur do rabino,literalmente iluminando com palavras sobre chanukah o momento de escuridão que estão passando.

    O rabino Dov Ginsburgh levou suas crianças para ajudar a distribuir sufganiot,como podemos ver abaixo :

    De repente,quando todos os soldados estavam reunidos no patio recebendo sufganiot dos filhos do rabino,Osher de apenas 5 anos de idade mostrou que já é um general do tsivot hashem,botando todos para recitar os 12 pessukim,como mostra o video a seguir:

    Que possamos sempre contar com generais como o Osher,garantindo o nosso futuro e apressando o acendimento da menorah no beit hamicdash,breve em nossos dias.

    (fonte:chabad-info)



    Escrito por Eiran Kreimer às 00h36
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    Mivtsaim de Chanukah - Rio de Janeiro

    Tentamos reunir todo mundo em uma foto,mas não foi possivel,a casa estava cheia !!!

    Mas podemos ver boa parte deles na foto acima e ao centro,o rabino Efraim e o bachur Shloime Beuthner.

    Outros estavam ocupados,terminando de comer os sufganiot e latkes que foram distribuídos.

    Tudo começou com uma breve aula do rabino Efraim Shechter para cerca de 30 mochileiros israelenses,sentados agradavelmente em uma varanda,onde ouviram palavras de torah e sobre chanukah,com uma linguagem jovem e informal.

    Em seguida teve o acendimento da chanukiá e uma bela confraternização com comidas tipicas e bate-papo,que foi a pré-estreia da nova temporada do "todá israel",projeto do lubavitch copa sob direção do rabino Ilan Stiefelman,que foi criado cerca de 1 anos atras.

    Abaixo um video do evento,que deixa aquele gostinho de "quero mais".



    Escrito por Eiran Kreimer às 02h16
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    SOBRE O 'CASO UNIBAN'

    Sobre o post em conjunto que escrevi com o Eiran Kreimer acerca do ‘caso UNIBAN’, recebemos alguns comentários, quais gostaria de responder agora. Não sem antes agradecer os comentarisras pela leitura e participação. É um texto longo, que vale a pena ser lido depois do primeiro a respeito, logo abaixo.

     

     

    Começo pelo último deles, Raquel Luna, que considera “surreal que este assunto tenha entrado até neste blog”. A colocação é entendida uma vez que não abordei o assunto diretamente a partir do judaísmo. Embora, como o Eiran escreveu na abertura, se tratava de uma matéria sobre tsniut (recato). Neste texto tentarei explicar melhor como, a seguir:

    Um dos fundamentos da tsniut é a hierarquia. Os diferentes níveis de recato são requeridos de acordo com a importância da situação e/ou pela proximidade com os envolvidos. Por exemplo, nas ocasiões importantes o recato deve ser aumentado , enquanto que por outro lado, quanto mais proximidade se tem com alguém, o recato costumal pode ser diminuído.

    A pessoa que acha que todos são iguais, ou pelo menos que todos merecem o mesmo tratamento, a abertura que seria reservada apenas aos habitantes de seu lar será oferecida e/ou imposta para todos que com ela se depararem.

    “Vai ver que isso era o que ela melhor tinha pra oferecer” continua Raquel Luna. O melhor e o pior ao mesmo tempo, convenhamos. Aqueles que a apoiam fervorosamente, querendo ou não, estão apoiando a anti-cultura. Se para Gilberto Dimenstein “mulher pelada não é cultura”( aqui ), pra mim, esse caso expressa a anti-cultura.

    “Mas é o direito dela!”

    Pra começar, não concordo com a premissa de que a defesa dos direitos individuais deve sobrepor à todos os outros valores. Mais ainda: o pluralismo não é a base do meus valores.  Mas mesmo se fosse, pelo fato dela ter o direito de se vestir como quiser, não perco o meu direito de criticar. E a faculdade tampouco perde o seu direito de expulsá-la, caso assim ela entender.

    Com isso respondo ao meu amigo David Gruberger, lembrando que no texto original não enquandrei todos os defensores da aluna os juntando no mesmo saco. Lê-se: Destes que condenam a universidade, alguns o fazem por ideologia como feministas, outros em nome do liberalismo, tolerância e direitos individuais”.

    Finalizei o texto anterior dizendo que há quem tente assaltar certos valores da sociedade através de gritos por igualdade. Eis que encontramos este motivo claramente expresso no comentário de Fábio Koifman que concordou com e citou a análise de um historiados paulista, reproduzida aqui na íntegra:

    "Desculpe, mas a imprensa está simplificando a questão. Não creio ser um problema de saia curta, mas de rejeição social. S. Paulo, não sei o RJ, tem fronteiras invisiveis claramente reconhecidas pelos seus atores. Há o "elevador de empregada", banido por lei e em pleno uso. Aqui os empregados procurados precisam ter "boa aparência" (branco) e os shoppings dividem-se entre o para "pobres" e o de "gente bonita" (classe média), que não são frequentados por um e outros.”

    Prefiro não ver brigas entre classes sociais em tudo o que acontece. O que o elevador de empregada tem a ver com a questão? E a questão racial? Até onde sabemos, os alunos que brutalmente, diga-se, a interpelaram vêm da mesmíssima classe social que Geisy Arruda. Continua o historiador:

    “A UNIBAN surgiu nesta onda que o terceiro grau é apenas para mostrar o diploma no emprego, portanto não é necessário sofisticação intelectual, apenas que o curso seja compatível com o bolso. Portanto quando uma jovem cafusa, cabelo pintado de louro, gesticulação e vocabulário de baixa extração social tenta entrar para o grupo de classe média baixa que a frequenta, ela é rejeitada e hostilizada. O vestido é apenas uma desculpa...."

    Em início de conversa, vale a pena julgar se a popularização do ensino superior nesses moldes é um grande negócio, uma vez que o diploma só é válido como um papel e não como um atestado. Aliás, também é de se perguntar para as universidades que cobram caro por esse papel.

    De qualquer maneira, esquecendo esse ponto e considerando “esta nova onda onde não é preciso sofisticação intelectual” ser o caso da UNIBAN, ainda é a UNIBAN que decide quem lá vai estudar. Ou ela não tem direito de não aceitr alguém com o xulo “vocabulário de baixa extração social”?

    O vestido não é a desculpa. A igualdade é a desculpa e causa bandeira para se travar uma batalha contra valores que pouco têm a ver com ela. O vestido e o comportamento da moça são a síntese de uma visão de mundo onde não há uma mínima hierarquia, regras e valores. O contrário da tsniut.

     



    Escrito por Iossi Katri às 06h26
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    Kol Lev Band

    Yaakov Moshe Laufer é chazan,carioca,chabadnik e torcedor do America,não necessariamente nessa ordem.

    Vindo de uma familia com tradição no meio musical e artistico,integra a Kol Lev Band,com musicas tradicionais judaicas usando uma roupagem moderna,com a direção musical do Charles Kahn.

    Recentemente a Kol Lev Band fez um show no teatro Glaucio Gil no Rio de Janeiro,para gravação de seu Dvd de estreia,acima podemos apreciar um video com a versão de Shemá Israel,uma das faixas do Dvd.



    Escrito por Eiran Kreimer às 13h58
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    Foto do dia

    Mais uma enchente em Veneza na Italia;diversas fotos nos principais jornais do mundo inteiro mostram a calamidade em que a bela e charmosa cidade ficou,completamente imersa(ou submersa?) após 2 dos principais canais terem transbordado.

    Alguns estudantes de yeshivá,provavelmente participantes do programa de smichá local,aparecem em algumas fotos,sendo chamados de "turistas judeus".

    Um deles aparece em todas as fotos segurando uma bandeira amarela,provavelmente de algum time de futebol.(piada interna)



    Escrito por Eiran Kreimer às 13h45
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    Caso Uniban - Opinião

    Nas últimas semanas, um dos assuntos mais comentados no Brasil foi o caso da estudante Geisy Arruda, que além de ter sida atacada pelos alunos da Uniban, chegou a ser expulsa pela diretoria, que logo voltou atrás.

    Promessa é divida e como foi dito anteriormente, novas matérias sobre tsniut iriam pintar por aqui,por isso aproveitamos para pegar uma carona no caso da Uniban :


    Por IOSSI KATRI :

    Por opção, não acompanhei este caso em seus detalhes nos momentos em que aconteceram e foram noticiados. Da repercussão não deu pra escapar, e sobre ela expresso minhas considerações.

    Dentre os analistas, alguns viram neste episódio um exemplo, no micro, da tensão existente entre os conservadores e liberais na sociedade brasileira: alunos e diretoria da Uniban de um lado e Geisy Arruda de outro. 

    Para sustentar a tese da ‘tensão’, sendo o Brasil um país com imagem prontamente associada ao liberalismo, uma reportagem na Economist lembra, entre outros, que “o Brasil não é Rio e o Rio não é o carnaval” e, ainda, “o Brasil é um país religioso”.

    No entanto deve-se ressaltar que nesse isolado caso o liberalismo estava representado por apenas uma solitária estudante contra a grande e institucional maioria, enquanto na grande sociedade o quadro é outro: a grande maioria, chamada de opinião pública, se posiciona a favor da estudante. Por que?

    Destes que condenam a universidade, alguns o fazem por ideologia como feministas, outros em nome do liberalismo, tolerância e direitos individuais. Mas muitos outros, e não vi ninguém apontando para tal, fazem, conscientemente ou não, contra a própria escala de valores. A cultura defendida é a anti-cultura, o ideal é não ter ideais.

    A falsa loira Geisy que se veste daquele jeito e não aceita as decisões do conselho da universidade personifica a antí-tese de um mundo onde há regras, valores e hierarquia: há modos de se vestir; os alunos estão por baixo da jurisdição das regras impostas pela universidade; um mundo onde quem é loira, não é tingida.

    Não que estes últimos compõem toda a opinão pública, pois numa sociedade majoritariamente inculta, as opiniões são voláteis e movidas por casos extremos. Amanhã pode acontecer outro caso que jogue esta mesma opinião pública nos braços dos conservadores.

    Concluí-se que a luta mais importante travada neste episódio não é entre conservadores e liberais, mas sim entre os que possuem valores e os que tentam assaltá-los com seus comportamentos e com seus gritos que clamam: igualdade!    


    Por EIRAN KREIMER

    Uma jovem dona de casa,casada e com filhos está descansando no final de semana,tirando um cochilo,seu marido saiu para passear com as crianças.

    De repente toca a campainha e ela por impulso corre para atender;ao abrir a porta se depara com o porteiro,que veio lhe informar sobre um problema de encanamento.

    Em segundos a mulher se assusta,se dá conta que está usando lingerie,calcinha e soutien,se esconde atrás da porta e logo dispensa o porteiro,praticamente batendo a porta em sua cara.

    Sim,obviamente uma mulher sozinha em casa usando trajes íntimos pode levar o porteiro a imaginar 1000 coisas e a mulher temer por sua integridade física,temendo até mesmo ser vitima de uma violência sexual.

    Ela  ficou envergonhada por ter sido vista em trajes íntimos.

    No dia seguinte,um belo sol de verão e a família resolve ir para a praia;a jovem dona de casa que freqüenta uma academia de ginástica 3 vezes por semana quer mostrar que está com “tudo em cima”,mesmo depois de ter tido filhos e de já não ser uma adolescente em seu auge.

    Ela coloca o chamado biquíni fio dental,que como o nome mesmo diz,é fino e mínimo,muito menos pano do que sua lingerie,mas não importa,ela quer exibir o seu corpo em uma praia lotada com milhares de pessoas.

    Como a praia é um local publico,uma mistura infinita,sim,claro,o porteiro do dia anterior também estava lá com sua respectiva família,ambos se cumprimentaram alegremente,com belos sorrisos.

    Apesar de seu biquíni fio dental ser minúsculo,dessa vez ela não se escondeu do porteiro,não teve vergonha alguma.

    Seria uma contradição ou apenas a mudança de ambiente que mudou o contexto ?

    O que os veículos de comunicação mostram em novelas,filmes,comerciais e afins ?

    Acredito que cada ambiente pede uma forma de trajar,ninguém vai para um casamento de bermuda ou para a piscina de terno,existe ou pelo menos deveria existir um mínimo de bom senso.

    Duvido que os alunos da Uniban sejam “puritanos”,quem são eles para julgar e condenar sem direito a defesa a aluna Geisy ?

    Em um mundo onde as relações estáveis infelizmente são cada vez mais raras e existe a cultura de “ninguem é de ninguém”,vemos um exemplo de preconceito e radicalismo sem limites.

    Com certeza muitos já ouviram falar de casos de judeus ultra-ortodoxos que jogaram pedras em mulheres que iam nos bairros religiosos de Jerusalém usando bermudas mínimas ou calças apertadas e roupas decotadas.

    Poucos sabem que boa parte delas iam lá nesses trajes com o intuito de provocar.

    Garanto como esses religiosos tinham(e tem) um comportamento social e afetivo bem diferente dos universitários que atacaram a aluna Geisy.



    Assim como a mulher que quer exibir seu corpo na praia,aquelas que usam roupas decotadas querem atrair os olhares masculinos.

    Sim,claro,os homens gostam e olham,são humanos,é o instinto de sobrevivência,mas acaba virando cotidiano,perde-se o encanto e o interesse em certos casos.

    Algumas moças chamam atenção nos locais que freqüentam;elas usam saias,blusas de manga longa,se comportam de maneira recatada,nas universidades algumas ganham apelidos,escutam piadinhas e alguns colegas de classe comentam entre si : “Ela é judia !”

    Acaba chamando atenção,despertando a curiosidade,ver uma mulher de biquini na praia  é fácil,mas ver o que tem por trás(ou debaixo) “daquela” saia é difícil,literalmente falando.

    Existem até mesmo casos de não judeus que se interessam por judias religiosas por elas serem diferentes e recatadas,o que acaba gerando constrangimentos,mas isso é assunto para uma outra oportunidade.

    Assim como pretendo falar em um futuro próximo sobre os exageros,hipocrisias e distorções em relação a tsniut,cometidos em sua maioria por baalei teshuva.

    Que fique aqui registrado meu respeito as diferenças e o meu apoio para aqueles que conseguem enxergar a importância e a beleza de se comportar de forma tsanuach.



    Escrito por Eiran Kreimer às 19h11
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    Aliah presidencial

    Anteontem,17 de novembro,aconteceu a chamada aliah presidencial,um grupo de 15 olim chadashim fizeram seu voo para Israel na companhia do presidente Shimon Peres,que retornava de uma viagem pela America do Sul.

    No grupo faziam parte 5 brasileiros,o restante era de argentinos,uruguaios e chilenos.

    O motivo que me levou a escrever sobre esse acontecimento foi um detalhe que faz toda a diferenca : Shimon Peres deu de presente para cada novo imigrante uma mezuzah.

    De volta para o lar e ao mesmo tempo em um lar novo,as portas precisam de mezuzot,por isso parabenizo esse belo e pequeno gesto mas com um grande significado.

    Presidente Peres com Daniel Altchuller

    Na foto acima,tirada no corredor de embarque da aeronave,vemos Shimon Peres e Daniel "Saxa",ex-aluno da yeshiva de Petropolis que recebeu de Peres a mezuzah e votos(brachot) de que tudo vai dar certo para os novos olim.



    Escrito por Eiran Kreimer às 18h22
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    UMA CASA E UMA ÁRVORE*

    Sobre o versículo “E implantou Abraão um Eshel em Beer Sheva e lá clamou em nome de De’us, o Senhor [do] Mundo”, discordam dois rabinos no Talmud acerca do significado da palavra ‘Eshel’.

    Um diz que se trata de um hotel e o outro que se trata de um pomar. Para ambos, como elucidado na continuação do versículo, o objetivo do Eshel era difundir De’us no mundo, seja distribuindo frutas ou seja disponibilizando moradia no deserto do Neguev.

     

    É possível ver na discordância citada mais que apenas diferentes interpretações linguísticas; na verdade, se discute o que devemos aprender, em todas as gerações, desta passagem de Abraão. A seguir:

    Entre casas e árvores há uma vantagem e uma desvantagem pra cada uma: a casa protege e serve a pessoa em todo o seu ser, diferentemente da árvore. Porém, um dia, a casa certamente terá seu fim, já a árvore através de suas sementes que se tornam outras árvores e assim por diante podem chegar ao infinito.

    Nesta análise, árvore e casa se transformam em figuras alegóricas para o que chamamos de ‘material’ e ‘espiritual’. Abraão usava do material, do hotel ou do pomar, para difundir espiritualismo aos que passavam em seu Eshel.

    Sobre a principal característica do Eshel, discordam os sábios: Abraão se preucupava mais em oferecer o material ou o espiritual? Para um, ele não teria problemas em sevir um idólatra do bom e do melhor, mesmo se num primeiro e num último momento ele não absorveria nada de suas mensagens. Na visão do segundo sábio, o Eshel estava mais para uma sinagoga que para um restaurante...

    Pode-se resolver esta questão citando o final do versículo: “E clamou lá em nome de De’us, Senhor Mundo”. Para Abraão, da maneira como a chassidut interpreta, entre o material e o espiritual não há contradição, De’us e o Mundo, são uma coisa só. Esta era a mensagem que Abraão pregava e assim também ele se comportava.

    * * *

    É possível traduzir o ensinamento inical do Eshel para vias ainda mais práticas. Quando um judeu constrói um lar, um Eshel, ele deve se preucupar tanto para que nele hajam espírito e infinitude, quanto se preucupa com seu lado material e finito.

    Há casos, por exemplo, onde cada objeto e cada metro da casa conta uma história: o preço que custou para ser adquirido, o trabalho obtido para deixá-lo da maneira ideal. Enquanto as poucas histórias humanas são funções daquela empregada doméstica que uma vez...Daquele encanador que...E todos riem satisfeitos.

    E há casos onde cada dia possue uma história pra ser contada, uma reflexão humana e histórica. Já o lado estritamente material não precisa ocupar lugar importante, pode ser feito por uma empregada doméstica.

    Devemos saber que a mais moderna das casas, um dia, ficará velha junto com seus donos. O espírito elevado contido nos membros da família continuará dando frutos, nos filhos e visitantes daquele lar até o fim dos dias.

     

     

    * Baseado em Shai Zevin e no Rebe de Lubavitch.



    Escrito por Iossi Katri às 09h21
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    Rabino celebra 40 anos de Woodstock

      Ele é conhecido como o rabino motoqueiro,sua biografia é vasta e interessante.

    Yossef langer foi hippie,assim como muitos de sua geração,nos anos 70 largou certos tipos de "viagens" que fazia e passou a viajar no estudo de torah & chassidut,acabou se tornando rabino e fazendo varios eventos diferentes,com muitas inovações.

    Ele tambem é conhecido como "greatful ID",já que promovia greatful shabes toda vez que o grupo grateful dead se apresentava em S.Francisco,cidade que o rabino é shaliach desde 1983,reunindo jovens judeus que acompanhavam shows de rock.

    Fora de Israel foi um dos pioneiros em acender chanukiot gigantes em praças publicas e costuma pilotar sua moto com uma chanukiah movel pendurada atras,sem falar das varias vezes que tocou shofar em eventos esportivos,a lista é grande,são varios exemplos de mivtsaim.

    Semana passada o rabino foi convidado para o evento West fest no Golden gate park,celebrando 40 anos do festival de Woodstock.

    Por baixo de seu chapeu,barba e paletó,ele usava uma camisa simbolizando o grateful id;o rabino tocou o shofar e falou sobre espiritualidade para o publico presente.

    Não tenho a menor duvida que a produção do evento escolheu o rabino certo para a ocasião.



    Escrito por Eiran Kreimer às 23h16
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    PROVAS E DESAFIOS

    Nos últimos dias muito se comentou a respeito da vitória na justiça de um grupo de alunos do colégio Iavne de SP para que esses pudessem realizar a prova do Enem em uma data que não fosse shabat,podendo assim cumprir o sagrado dia da religião judaica.

    Em um passado mais ou menos recente foram criadas leis que dispensam funcionários públicos de trabalhar nos principais feriados judaicos.

    Com certeza é difícil para uma minoria judaica cumprir certos preceitos religiosos,alguns costumam trocar com colegas de trabalho não judeus dias de folga,enquanto um trabalha no feriado judaico,o outro folga e no feriado cristão e/ou nacional intercalam;mesmo assim,nem sempre isso é possível,já que muitas empresas não abrem nessas datas.

     

    Antes de mais nada,gostaria de recomendar a leitura de um artigo,do link a seguir :  http://www.chabad.org.br/biblioteca/artigos/retorno_introvertido/index.htm

     

    Esse artigo,de autoria de Ivan Barenboim,fala de uma forma clara e muito bem escrita sobre seu processo de teshuvá.

     

    Semana passada, Ivan passou pela dura prova de não fazer uma prova,isto é,ficou impossibilitado de fazer provas para residência médica por estas serem realizadas justamente aos sábados,shabat.

     

    O blog do Iossi hoje entrevista Ivan sobre esse e outros dilemas-problemas enfrentados por um judeu praticante,mais especificamente um baal teshuvá.

     

     

    Blog do Iossi : “ Conte a sua história em relação as provas,quais as faculdades e procedimentos que tomou na justiça”

     

     

    Ivan Barenboim: Um mês antes da realização das provas, tomei conhecimento pelos editais dos concursos da UFRJ e da UERJ que as provas seriam no sábado. Antes de tudo, liguei para o presidente da comissão de avaliação da UFRJ, José Gordilho Fraga, para ver se conseguia algum acordo com ele. Em resumo, ele me disse que só alteraria algo do que estava no edital sob ordem judicial. Então, primeiro entrei com um pedido administrativo e depois com um mandado de segurança pedindo para alterar a data da prova ou para que eu pudesse fazê-la após o shabat. Ambos foram negados. 

      

     

    Blog I- “ Durante o tempo que lutou para reverter a situação,teve ajuda de outras pessoas? Os rabinos e demais religiosos lhe deram algum auxilio ?”

     

     

    Ivan B. – Dos rabinos sim. Tanto apoio moral quanto prático. O rabino Goldman, por exemplo, me colocou em contato com pessoas da área jurídica que ele conhecia. Da minha família, tive apoio principalmente do meu irmão, especialmente de ordem prática.

     

     

    Blog I – O que sentiu quando soube das datas das provas? E agora, qual a sensação de ao mesmo tempo ficar sem poder fazer nada e a satisfação de missão cumprida ?

     

    Ivan B. – Primeiro tinha visto a data da UERJ, então, pensei: “Bem, ainda bem que não é minha primeira opção”. Pouco depois, vi a da UFRJ, que era minha primeira opção. Naquele dia fiquei bastante chateado, afinal o objetivo principal para o qual eu estava estudando tinha acabado. Então, senti um desânimo. No entanto, mesmo não tendo muita esperança numa decisão favorável na justiça, voltei a ficar bem. Para isso, pensei em duas coisas: que tudo que acontece é por providência divina, então, sem dúvida isso também tem que ser para o bem. Certamente, D-us não quer me prejudicar, nós não sabemos os caminhos Dele. Depois, pensei que os judeus já tiveram que passar por desafios incomparáveis para poder seguir vivendo como judeus e até para simplesmente sobreviver. Então, conclui que não era tão grave assim ter que lidar com esse (nessa perspectiva) pequeno problema.

    Neste momento, não me sinto especialmente bem por não ter feito as provas. Por outro lado, certamente, me sentiria mal se as tivesse feito.

     

     

    Blog I. – “Tem sugestões para o futuro? Outros judeus vão passar pelo mesmo !!! E sobre a residência medica,já tem alternativas ?

     

     

    Ivan B. - Minha sugestão é que os judeus se unam em situações desse tipo como fez o pessoal do colégio Iavne. Acredito que quando há mais gente sendo prejudicada, os juízes se sensibilizam mais. Também, creio que entidades como a FIERJ e pessoas com acesso a imprensa devam atuar publica e juridicamente apoiando os prejudicados . Até porque, tanto a escolha da prova do Enem no sábado(a despeito de já saber do prejuízo a judeus e adventistas) como o favorecimento do Irã e dos palestinos na política externa  são duas faces de uma mesma moeda que  mostra, no mínimo, que o governo brasileiro não está muito preocupado com o bem estar dos judeus. Isso não surpreende dado as origens ideológicas socialistas e, portanto, anti-religiosas em geral e anti-judaicas em particular dos atuais mandatários.

    Sobre a residência, aqui no Rio, me restou apenas uma opção, já que UFF e UNIRIO também terão avaliações no sábado. No entanto, há mais opções em São Paulo.

     

     

    Blog I.- Um baal teshuvá enfrenta vários problemas,citando alguns : feriados judaicos que coincidem com datas de provas e trabalhos,a mudança na maneira de vestir e comportamento,gerando questões dentro e fora da família,mudança de hábitos alimentares(com produtos kasher geralmente mais caros),etc    Comente o assunto e deixe seu recado para os leitores do blog :

     

    Ivan B. – Certamente, ser um judeu observante no Brasil e, ao mesmo tempo, estar inserido pelo trabalho ou pelo estudo na sociedade maior é um grande desafio. Tanto por estas questões de ordem prática como as que você citou quanto por não haver um clima que favoreça a isso, exceto em pequenas ilhas de judaísmo como o Beit Lubavitch do Rio. Entretanto, nem sempre o mais fácil é o melhor e tampouco o mais correto. Temos que lembrar que como judeus temos a importante missão de sermos parceiros de D-us para elevar este mundo material, transformando-o numa morada para D-us(“dirah b’tachtonim”). Foi justamente para isso que Ele nos colocou neste exílio e, por isso, estamos em terras tupiniquins ao invés de em Jerusalém. Além disso, nenhuma dificuldade é mais importante do que os benefícios espirituais e até materiais que uma vida permeada por nossa sagrada Torá  pode nos dar. Com tudo isso em mente fica mais fácil de escolher o certo, já que os obstáculos estão num plano muito inferior.

    Por fim, faço das palavras do eminente psiquiatra judeu Victor Frankl as minhas: “...tudo pode ser tirado do homem exceto uma coisa: a última das liberdades humanas - escolher qual atitude tomamos em qualquer circunstância, escolher o nosso caminho".



    Escrito por Eiran Kreimer às 22h23
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    IHHIE - e será

      O que será que será,já dizia a musica do Chico Buarque.

      Ser ou não ser,eis a questão,já dizia a mais famosa frase criada por Shakespeare.

        IHHIE - e será,mas será mesmo ?

      Eu acredito que sim,será.

    NITZ FINKELSTEIN nasceu na Bolivia,morou em Israel e passou boa parte de sua vida na capital paulista onde cursou faculdade de moda;na hora de fazer seu trabalho final optou por ir a fundo no tema de TSNIUT.

    O que será que será ? E assim acabou sendo,estudando sobre tsniut,criando um blog chamado IHHIE em ingles e versão em portugues,passou a desenhar roupas modernas e de acordo com as regras de tsniut.

    Ser ou não ser,eis a questão ? Duvida(não)cruel.

    Literalmente Nitz vestiu a camisa,ou melhor,vestiu a saia,enxergou e entendeu a beleza do judaísmo e subiu os degraus da teshuvá,respondendo a questão positivamente sobre ser ou não ser uma judia praticante,b''h.

    Atualmente ela está passando temporada de 1 ano em uma midrashá em Israel e ao mesmo tempo desenvolvendo seus 1000 projetos,todos ligados a moda & tsniut.

    Algumas garotas que retornam as suas raízes costumam questionar o modo de vestir e as roupas propriamente ditas,mas é possivel ser tsanuach e fashion ao mesmo tempo,usando roupas modernas,bonitas,confortaveis e de acordo com a halachá.

    O blog do Iossi parabeniza e apoia belos projetos como o Ihhie;depois da "capota fashion" não poderiamos deixar de entrar em tema tão vasto e interessante,em breve novas materias sobre tsniut e comportamento.

    E será,mas será mesmo ? Sim,não tenho a menor duvida que será um mundo melhor,com a vinda de mashiach,breve em nossos dias.



    Escrito por Eiran Kreimer às 22h12
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